Os chefes militares da NATO reúnem-se hoje, por videoconferência, para discutir a situação na Ucrânia e os próximos passos da aliança no quadro das negociações de paz. O encontro acontece após a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de fornecer garantias de segurança a Kiev, anunciada na segunda-feira, mas ainda sem detalhes concretos.
Segundo responsáveis norte-americanos e da NATO, a reunião terá como ponto central a análise das garantias de segurança que os aliados poderão oferecer à Ucrânia para pôr fim ao conflito. A questão ganhou novo fôlego depois da cimeira em que Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, se encontraram no Alasca na semana passada.
O general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich, responsável por todas as operações da NATO na Europa, deverá apresentar aos chefes de defesa da aliança as conclusões da reunião entre Trump e Putin.
O almirante Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comité Militar da NATO, confirmou a realização do encontro, sublinhando numa mensagem publicada na rede social X: “À medida que os esforços diplomáticos para garantir a paz na Ucrânia avançam, aguardamos com expectativa a atualização de Grynkewich sobre o atual ambiente de segurança.”
Um responsável norte-americano, citado pela agência Reuters sob anonimato, afirmou que o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, deverá também participar na reunião, embora o plano possa ainda ser alterado. O Pentágono não comentou de imediato.
Paralelamente, o governo britânico revelou que a chamada Coalition of the Willing – uma coligação de países favoráveis a apoiar Kiev – reuniu-se virtualmente na terça-feira e decidiu avançar com reuniões técnicas entre equipas de planeamento e responsáveis norte-americanos nos próximos dias, com vista a acelerar o processo de definição das garantias de segurança.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou após o encontro com Trump e líderes europeus que espera ver as garantias de segurança definidas no prazo de dez dias.
Já Trump descartou, também na terça-feira, a possibilidade de envio de tropas norte-americanas para território ucraniano, mas não especificou em que consistirão exatamente as garantias que Washington está disposto a oferecer a Kiev no âmbito de um eventual acordo pós-guerra.
De acordo com fontes oficiais ouvidas pela Reuters, o Pentágono está atualmente a realizar exercícios de planeamento para avaliar que tipo de apoio poderá ser fornecido à Ucrânia, indo além da simples entrega de armamento.






