O Ministro da Saúde italiano Roberto Speranza anunciou esta segunda-feira o prolongamento do isolamento pelo menos até à Páscoa, a 12 de Abril.
“Durante uma reunião do comité científico e técnico do governo, considerou-se que todas as medidas de confinamento deveriam ser mantidas pelo menos até (domingo de Páscoa)”, ou seja, 12 de abril, anunciou o ministro em comunicado.
A data inicial para o término das restrições impostas era 3 de abril. No entanto, com o aumento do número de mortes e casos de Covid-19, o governo italiano decidiu estender o prazo.
O país está em isolamento desde 10 de março, quando um decreto do primeiro-ministro Giuseppe Conte proibiu que as pessoas saiam de casa, a não ser por motivos de trabalho, saúde ou para comprar comida.
A medida, que prevê o encerramento do comércio não essencial, indústrias, escolas e universidades, foi tomada para conter a movimentação da população e a propagação do vírus.
De acordo com o último balanço da Defesa Civil, a Itália registou nas últimas 24 horas 1.648 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 812 mortes adicionais, números que traduzem uma clara redução dos contágios, segundo dados divulgados hoje pela Proteção Civil.
O aumento de casos de infeção de domingo para hoje, 1.648, representa menos de metade do aumento dos dias anteriores, tendo passado de 8,3% de novos casos em média nos últimos quatro dias para 4% nas últimas 24 horas, segundo as autoridades.
O número de novos casos é por outro lado quatro vezes mais baixo que há 15 dias.
Desde que foi detetado o primeiro caso em Itália, a 20 de fevereiro, 101.739 pessoa foram infetadas pelo vírus que provoca a covid-19.
Desse total, 11.591 morreram, 14.620 já recuperaram da doença e 75.528 permanecem infetadas.
A maioria dos infetados, 58%, recupera isolada em casa, apresentando sintomas ligeiros ou mesmo ausência de sintomas, e cerca de 4.000 estão internadas em unidades de cuidados intensivos.
Outro sinal positivo, apontam, é o aumento do número de pessoas consideradas curadas em todo o país, 1.590 de domingo para hoje, número que nunca foi tão alto num só balanço diário.
“Podemos esperar atingir o pico em sete ou 10 dias e, depois, razoavelmente, uma descida do contágio”, estimou o vice-ministro da Saúde, Pierpaolo Sileri.
As autoridades destacam também que, pela primeira vez desde o início da pandemia em Itália, o número de novos casos na Lombardia (norte), a região mais atingida do país, baixou de 25.392 no domingo para 25.006 hoje.
“Na Lombardia observamos uma diminuição do número de casos, mas sobretudo pressão nas urgências e na atividade das ambulâncias. Nestes últimos quatro dias mudou muita coisa. É o sinal de que o enorme esforço que estamos afazer estáa funcionar”, disse por seu lado Giulio Gallera, o ministro da Saúde da região lombarda.




