Trump recebe (mais uma) nomeação para o Nobel da Paz por mediar conflito entre Tailândia e Camboja

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi formalmente nomeado para o Prémio Nobel da Paz pelo primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, na sequência do seu alegado papel na mediação que levou ao fim do recente conflito fronteiriço entre o Camboja e a Tailândia.

Pedro Gonçalves

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi formalmente nomeado para o Prémio Nobel da Paz pelo primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, na sequência do seu alegado papel na mediação que levou ao fim do recente conflito fronteiriço entre o Camboja e a Tailândia.

A proposta de Hun Manet foi dirigida ao Comité Nobel Norueguês e divulgada publicamente pelo seu gabinete, esta quinta-feira. Na carta de nomeação, o chefe do Governo cambojano destacou “as contribuições históricas de Trump para o avanço da paz mundial” e sublinhou a sua “extraordinária visão diplomática na resolução de conflitos e prevenção de guerras catastróficas”.



“A recente intervenção do Presidente Trump, ao intermediar um cessar-fogo imediato e incondicional entre o Camboja e a Tailândia, foi decisiva para evitar um conflito devastador”, referiu Hun Manet, acrescentando que essa mediação “poupou inúmeras vidas humanas e abriu caminho ao restabelecimento da paz entre os dois países”.

O confronto entre forças cambojanas e tailandesas, que ocorreu no mês passado junto à fronteira disputada entre os dois países, prolongou-se por cinco dias e resultou na morte de mais de 40 pessoas de ambos os lados. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas tenham sido forçadas a fugir da região.

De acordo com informações da agência Reuters, Donald Trump interveio diretamente, contactando telefonicamente Hun Manet e o primeiro-ministro interino da Tailândia, Phumtham Wechayachai. Durante essas conversas, Trump terá condicionado o avanço das negociações comerciais e tarifárias à cessação imediata do conflito.

A trégua foi acordada a 28 de julho e, uma semana depois, foi assinado um acordo de cessar-fogo detalhado. A Tailândia possui forças armadas significativamente mais poderosas do que as do Camboja, o que acentuava o risco de escalada militar, caso não tivesse havido intervenção internacional.

Nomeações e reações
Esta nomeação junta-se a outras anteriormente feitas ou prometidas por países como Israel e o Paquistão, em reconhecimento dos esforços de Donald Trump na resolução de crises internacionais. Fontes da Casa Branca e da embaixada da Tailândia no Camboja foram contactadas pela Newsweek para comentários, mas não se pronunciaram até à publicação da notícia.

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, elogiou Trump pelo que considera serem “ações concretas de pacificação”, atribuindo-lhe o fim de conflitos em várias regiões do globo, nomeadamente entre Tailândia e Camboja, Israel e Irão, Ruanda e Congo, Índia e Paquistão, Sérvia e Kosovo, bem como Egito e Etiópia.

Hun Manet reforçou que esta nomeação é “apenas um exemplo das realizações excecionais de Trump na diminuição de tensões em algumas das regiões mais voláteis do mundo”, considerando que a sua ação se enquadra no espírito do testamento de Alfred Nobel: “honrar quem contribuiu de forma notável para a fraternidade entre as nações e o progresso da paz”.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também se pronunciou, declarando: “O Presidente Trump e eu esperamos que os Governos do Camboja e da Tailândia cumpram plenamente os compromissos assumidos para encerrar este conflito”.

Nobel da Paz será conhecido em outubro
O Prémio Nobel da Paz, atribuído anualmente pelo Comité Nobel Norueguês, aceita centenas de nomeações de indivíduos ou instituições vivas em todo o mundo. As listas oficiais de nomeados são mantidas em sigilo durante 50 anos, embora os proponentes possam divulgar as suas propostas.

A entrega dos prémios Nobel está agendada para outubro, e apesar das diversas nomeações recebidas, Trump continua a enfrentar críticas, sobretudo devido ao insucesso na promessa de acabar rapidamente com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

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