Primeiro-ministro holandês não comenta “repugnante”

Mark Rutte afirmou ainda saber que “não estamos sozinhos nesta nossa opinião sobre os ‘eurobonds’ e sobre a aplicação dos fundos de emergência europeus.

Sónia Bexiga

Mark Rutte diz que “não ajuda fazer comentários” sobre o assunto. “Não foi a nossa intenção ou a nossa escolha de palavras”, afirmou o primeiro-ministro holandês, em conferência de imprensa, quando questionado sobre as afirmações de António Costa, à saída da reunião do Conselho Europeu de ontem.

O primeiro-ministro holandês diz ainda, juntando na mesma resposta uma referência à polémica mutualização da dívida europeia, na qual Portugal e Holanda divergem, que “não estamos sozinhos nesta nossa opinião sobre os ‘eurobonds’ e sobre a aplicação dos fundos de emergência europeus. Essa é uma conclusão a que chegámos com outros países”.



Esta quinta-feira, recorde-se, o primeiro-ministro português considerou que o pedido do ministro das Finanças holandês a pedir que Espanha seja investigada é contrário ao espírito europeu. “Esse discurso é repugnante no quadro de uma União Europeia. E a expressão é mesmo essa. Repugnante”, disse António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, o ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, afirmou, na videoconferência com homólogos dos 27, que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.