Desapontada com Conselho Europeu, CIP alerta: “Estamos a repetir erros do passado”

A CIP defende ser urgente coordenar esforços e concentrar recursos para lidar com as consequências desastrosas da Covid-19, que já se fazem sentir a nível socioeconómico.

Sónia Bexiga

Diante os resultados da reunião dos líderes europeus de ontem, quinta-feira, mais concretamente sobre a declaração conjunta daí extraída, a CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera que “os resultados do Conselho Europeu ficaram muito aquém do necessário”.

Para a confederação, “face a este choque simétrico que vivemos, é o momento de os líderes europeus demonstrarem capacidade de ação resoluta e coordenada, num espírito de solidariedade”, mas em vez disso, “deparamo-nos com uma declaração onde a magnitude do desastre económico é menorizado, sem vislumbre de verdadeira União”, ressalva ainda a entidade representativa do tecido empresarial em Portugal, liderada por António Saraiva.

Para a CIP, neste momento, a primeira prioridade é lidar com a crise de saúde ligada à Covid-19, assegurando as condições necessárias para conseguir dar resposta aos cuidados de saúde.

Porém, defende ser urgente coordenar esforços e concentrar recursos para lidar com as consequências desastrosas da Covid-19, que já se fazem sentir a nível socioeconómico.

“Precisamos de usar todos os instrumentos ao nosso dispor, bem como os recursos financeiros disponíveis, para atacar de forma contra-cíclica esta crise. É necessária uma resposta coordenada e de ajuda mútua de todos os Estados-Membros se quisermos recuperar com a máxima rapidez desta crise”, conclui a confederação.

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“A declaração conjunta dos líderes europeus demonstra que não aprendemos com os erros do passado. Precisávamos de uma demonstração de confiança, união e solidariedade que seria também fundamental para reforçar o papel e a credibilidade da União Europeia face aos cidadãos europeus. Precisamos de ações concretas para relançar o investimento e assegurar o emprego e a sobrevivência das empresas. Em vez disso, verificamos que certos países mantêm uma visão limitada e individualista que trarão consequências desastrosas para o crescimento, criação de emprego e para o futuro da União Europeia”, afirma o Presidente da CIP, António Saraiva.

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