Mais de 40 voos cancelados e milhares de dados em risco: Ciberataque paralisa Aeroflot e deixa Kremlin em estado de alarme

O ataque, conduzido pelo grupo de hackers Silent Crow em parceria com os Cyberpartisans BY, está a provocar graves perturbações nas operações da transportadora aérea russa e já motivou uma reacção oficial do Kremlin, que classificou a situação como “alarmante”.

Pedro Gonçalves
Julho 28, 2025
11:35

A companhia aérea estatal russa Aeroflot, a maior do país e uma das maiores do mundo em volume de passageiros, foi alvo de um ciberataque de grande escala que destruiu mais de sete mil servidores e paralisou sistemas operacionais essenciais. O ataque, conduzido pelo grupo de hackers Silent Crow em parceria com os Cyberpartisans BY, está a provocar graves perturbações nas operações da transportadora aérea russa e já motivou uma reação oficial do Kremlin, que classificou a situação como “alarmante”.

De acordo com a Reuters, os autores do ataque reivindicaram a operação através de uma publicação no Telegram, na qual declararam “Glória à Ucrânia” e “longa vida à Bielorrússia”, em referência clara e direta à guerra em curso entre Kiev e Moscovo. Os hackers revelaram que a ação foi planeada ao longo de mais de um ano e que conseguiram não só eliminar milhares de servidores da Aeroflot como também tomar o controlo dos computadores usados pelos funcionários da companhia aérea.



O impacto do ataque foi imediato mais de 40 voos com destino a várias regiões da Rússia foram cancelados, deixando centenas de passageiros em terra. A Aeroflot foi obrigada a pedir aos viajantes que recolhessem a bagagem e abandonassem os aeroportos em que se encontravam.

s hackers avisaram ainda que poderão vir a divulgar publicamente os dados de todos os cidadãos russos que utilizaram os serviços da Aeroflot, aumentando a tensão em torno do incidente.
Em comunicado, a companhia aérea tentou tranquilizar os seus clientes, garantindo que “os especialistas estão a trabalhar para minimizar o impacto no cronograma de voos e restaurar as operações normais de serviço”. No entanto, não foram avançados prazos para a recuperação completa dos sistemas.

Apesar de estar sob sanções internacionais desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022, a Aeroflot mantém-se entre as 20 maiores transportadoras aéreas a nível mundial em número de passageiros. O ciberataque agora sofrido agrava ainda mais as dificuldades da empresa, que tem enfrentado restrições tecnológicas e operacionais devido ao isolamento da Rússia no espaço aéreo europeu e em diversos mercados internacionais.

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