CAP saúda garantia do Governo de que não haverá aumento do preço da água em Alqueva

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) saudou hoje o Governo após receber a garantia de que não haverá aumento do preço da água para os agricultores beneficiários do perímetro de rega de Alqueva, no Alentejo.

Executive Digest com Lusa

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) saudou hoje o Governo após receber a garantia de que não haverá aumento do preço da água para os agricultores beneficiários do perímetro de rega de Alqueva, no Alentejo.

Em comunicado, a CAP recorda que as verbas arrecadadas no ato da concessão hidroelétrica de 2007, a que se somam receitas fiscais decorrentes da atividade agrícola, “demonstram que há um superavit financeiro” daquele empreendimento de fins múltiplos.

Esta garantia foi dada à CAP pelo Governo após as declarações do presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), José Pedro Salema, ao jornal Eco, em que defendeu a atualização dos tarifários de água, com um preço mais baixo para as culturas anuais e mais alto para as culturas permanentes.

“Na sequência das notícias que começaram a circular nos últimos dias, depois do presidente da EDIA, a entidade gestora daquele empreendimento, ter levantado a hipótese de aumentos nos preços de água aos agricultores para fazer face à situação deficitária da empresa – [a CAP] contactou de imediato o Ministério da Agricultura para transmitir a sua veemente oposição a essa possibilidade”, lê-se no documento.

De acordo com a CAP, foi dada a garantia por parte do Governo de que “não haverá qualquer subida ao preço da água” para os agricultores beneficiários do perímetro de rega de Alqueva.

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“Compromisso que foi publicamente assumido esta quinta-feira pelo executivo, e que se saúda”, acrescentam.

Esta garantia, segundo a CAP, “é decisiva para a estabilidade” de um projeto estruturante para aquela região, estratégico para Portugal e vital para a concretização do potencial agrícola do país.

“O projeto de Alqueva não só se encontra já integralmente pago, como também é gerador de receitas para os cofres do Estado”, recordam.

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A CAP “reconhece a gestão equilibrada” da EDIA e “considera injusto” que esta entidade seja “penalizada por um desequilíbrio estrutural” nas suas contas de exploração e, em consequência disso, que tenham de ser os agricultores “chamados a pagar os prejuízos contabilísticos” de um empreendimento que continua a “gerar mais-valias” para o Estado.

“Inclusivamente por via de um contrato de concessão hidroelétrica que vigorará durante as próximas décadas e cujas receitas foram diretamente recebidas pelo Ministério das Finanças”, acrescenta.

Por último, a CAP defende que o défice de exploração da atividade deve ser “integralmente suportado” pelo Orçamento do Estado, uma vez que esse montante “já foi reembolsado antecipadamente”.

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