As ‘segundas hipotecas’, instrumentos financeiros em que os imóveis são utilizados como garantia para a obtenção de dinheiro que não para a aquisição de uma casa, estão a registar uma forte procura, relatou esta quarta-feira o ‘Jornal de Negócios’.
“Foram celebrados 35.520 novos contratos de crédito hipotecário que não tinham ‘finalidade habitação’”, mas “que são garantidos por hipoteca sobre imóvel”, indicou o Banco de Portugal, no Relatório Acompanhamento dos Mercados de Crédito em 2024, o que correspondeu a “um montante de crédito concedido de 2,1 mil milhões de euros”, representando um aumento de 58%. Atualmente, há 11,9 mil milhões de euros concedidos nestes créditos, o que responde por 10,5% de todo o crédito hipotecário.
O crescimento deste crédito pode estar relacionado com a valorização do mercado imobiliário, que permite que seja feita a atualização do ativo como garantia nas instituições financeiras, sendo que no último ano, o índice de preços da habitação valorizou 9,1%.
“A valorização significativa dos imóveis nos últimos anos, em termos de avaliação bancária, permite às famílias terem margem para solicitar crédito, para os mais diversos fins, dando como garantia o imóvel, sem ultrapassar os limites máximos da relação entre o financiamento e a garantia”, apontou Nuno Rico, especialista em assuntos financeiros da DECO PROteste.













