Covid-19. Misericórdias e Instituições Sociais garantem ao Presidente que “não se pode generalizar” o que está a acontecer nos lares

Marcelo Rebelo de Sousa quis inteirar-se do trabalho que está a ser feito para apoiar e ajudar os mais vulneráveis nesta pandemia do coronavírus, sobretudo nas diversas instalações de que dispõem.

Sónia Bexiga

O Presidente da Republica recebeu a União das Misericórdias Portuguesas e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, no Palácio de Belém, em Lisboa, esta quarta-feira,  para se inteirar do trabalho que está a ser feito para apoiar e ajudar os mais vulneráveis nesta pandemia do coronavírus, sobretudo nas diversas instalações de que dispõem.

Destas estruturas que lidam diretamente com os chamados grupos de risco, cidadãos com mais de 60 anos e com características de saúde específicas, Marcel.o Rebelo de Sousa recebeu a garantia de que “não é possível generalizar” o que está a acontecer em alguns espaços de apoio, designadamente em lares, dando ainda nota do “esforço enorme que as equipas estão a fazer para acompanhar esta situação”.

O Presidente sublinhou que este trabalho tem sido desenvolvido por equipas destas instituições, em que cerca de 60% dos colaboradores, por força das circunstâncias, ficou em casa a cuidar dos filhos.

Em seu entender, “o país precisa muito do setor social e vai precisar mais porque os efeitos vão ser mais longos do que a crise da saúde e porque as instituições cobrem todas as gerações, das creches ao lares”.

O levantamento feito por estas entidades, afirma Marcelo, permitiu “tranquilizar as pessoas que receavam uma generalização do que está a acontecer”, mas, sublinha, “estamos conscientes dos riscos que existem, e por isso é que não visitas aos lares. Daí também a preocupação em ir acompanhando o estado de saúde do pessoal dos lares, da desinfecção, tarefas que me disseram estarem a acompanhar de perto”.

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Traçado o cenário, o Presidente afirmou que  tem de acreditar no que disseram os responsáveis “quanto ao que vão fazer para garantir que se reduz ate ao máximo no limite do possível o risco”,  por isso, renovou o apelo aqueles que têm mais de 60: “não levem muito longe a tentação dos contactos, porque tem um grau de risco maior”.

 

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