A análise de Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde
A perceção generalizada de risco económico centra-se na queda das exportações (65%) e na escassez de mão-de-obra (62%), o que evidencia uma preocupação com a competitividade externa e a capacidade produtiva nacional. A par disso, 43% destacam o aumento dos custos de matérias-primas, um alerta claro para a urgência de reduzir dependências e reforçar cadeias produtivas circulares.
Neste contexto, o crescimento económico surge, com razão, como prioridade política (70%), mas é fundamental que esta ambição esteja ancorada em setores estratégicos — como as energias renováveis e a indústria — e numa visão integrada de sustentabilidade. A economia circular deve ser central neste novo ciclo, permitindo transformar resíduos em recursos, aliviar pressões sobre a balança comercial e fomentar inovação. É neste quadro que entidades como a Sociedade Ponto Verde continuam a sublinhar a importância de políticas públicas que alinhem desenvolvimento económico com eficiência ambiental — um binómio essencial para garantir resiliência a médio e longo prazo.
Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 231) da Executive Digest, no âmbito da XLII edição do seu Barómetro.












