O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta terça-feira, no Parlamento, que o Governo está a «articular com o sector privado, social e Forças Armadas» para juntos liderem «com os piores cenários» de evolução da pandemia. É para esses que o «país tem de estar preparado», afirmou.
O chefe do Governo adiantou, em resposta à líder dos bloquistas, que as Forças Armadas têm duas mil camas disponíveis e que também os hotéis, actualmente vazios, podem vir a receber doentes internatos para libertar espaço nos hospitais. «Já estão a decorrer obras no Hospital Militar de Lisboa para abrir (…). Estamos a trabalhar com o sector hoteleiro para poder alojar pessoas que estão em isolamento», disse.
«Até agora, não se colocou necessidade de fazer requisição civil [aos hospitais privados]. Se for necessário faremos», reforçou.
Ainda em resposta a Catarina Martins, sobre os despedimentos em curso na TAP Air Portugal e na Fnac, assim como à e a falta de pagamento dos formadores no Instituto do Emprego e Formação Profissional, Costa diz que «o impacto vai ser muito mais profundo e duradouro». «É impossível viver esta crise sem que o emprego tenha um impacto, reafirmou.
Nesta fase, continuou, o essencial é «apoiar as empresas para que não abram precocemente falência» e, nesse sentido, Costa sublinha o importante contributo da banca, dizendo que espera que esta semana possam ser aprovadas as medidas que permitem que essas moratórias de crédito a particulares, sobretudo no crédito à habitação, e a empresas sejam garantidas.
«Os dados que temos entre 1 de Março e 20 de Março deste ano e 1 de Março e 20 de Março do ano passado, indicam que enquanto no ano passado tivemos nove processos abrangendo 56 trabalhadores despedimentos colectivos. Neste mês, tivemos 28 processos abrangendo 304 trabalhadores», apontou Costa.
Em vez dos 230 deputados estarão apenas 46 no debate quinzenal com o primeiro-ministro e seis membro do Governo.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, que surgiu em Dezembro, na China, infectou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17 mil.
O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos.
Os países mais afectados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infecções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 860 mortes (19.856 casos), e os Estados Unidos, com 499 mortes (41.511 casos).
Em Portugal, há 30 mortes, mais sete do que na véspera, e 2.362 infecções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.
*Notícia actualizada com mais informação













