Quer entrar no mundo das criptomoedas? De “Altcoins” a “tokens”, estes são os conceitos essenciais que precisa de conhecer

Com o crescimento da adoção das criptomoedas e o avanço das tecnologias descentralizadas, compreender os termos-chave deste ecossistema tornou-se fundamental para quem quer explorar este novo território digital. Desde ativos altamente voláteis como as memecoins até soluções mais seguras como stablecoins ou carteiras frias, a linguagem usada por investidores e especialistas pode parecer um desafio — mas está ao alcance de todos.

Executive Digest
Junho 21, 2025
10:00

 

Com o crescimento da adoção das criptomoedas e o avanço das tecnologias descentralizadas, compreender os termos-chave deste ecossistema tornou-se fundamental para quem quer explorar este novo território digital. Desde ativos altamente voláteis como as memecoins até soluções mais seguras como stablecoins ou carteiras frias, a linguagem usada por investidores e especialistas pode parecer um desafio — mas está ao alcance de todos.



A começar pela Bitcoin, a criptomoeda original criada em 2008 por um misterioso programador (ou grupo) sob o nome Satoshi Nakamoto. Sem estar ligada a qualquer banco central, a moeda digital utiliza uma tecnologia chamada blockchain, que funciona como um livro de registos digital, descentralizado e imutável. É esta mesma tecnologia que sustenta outras criptomoedas, as chamadas altcoins, como o Ethereum, o Ripple ou a Litecoin.

Já ouviu falar em airdrop? Trata-se de uma estratégia usada para promover novos projetos, distribuindo gratuitamente criptomoedas a utilizadores selecionados. Mas cuidado: nem todos os airdrops são inofensivos, podendo ser utilizados como isco para ciberataques.

Há também os NFTs — tokens não fungíveis — que representam ativos únicos, digitais ou físicos, e que ganharam notoriedade no mercado da arte digital. E, para guardar as suas moedas com segurança, os utilizadores mais cautelosos recorrem às carteiras frias, soluções de armazenamento offline.

A explosão da inovação no setor levou ainda ao desenvolvimento de serviços como as DeFi (finanças descentralizadas), que permitem realizar empréstimos, transações e investimentos sem intermediários, apenas com contratos inteligentes em blockchain. Em contrapartida, surgiram iniciativas dos bancos centrais, como as CBDC (moedas digitais oficiais), como o futuro euro digital.

Outro conceito fundamental é o staking — o bloqueio de ativos digitais numa rede para ajudar a manter a sua segurança, em troca de uma recompensa. Este modelo está associado ao algoritmo de prova de participação, que consome menos energia do que o tradicional modelo de prova de trabalho, usado pelo Bitcoin e que depende de grande poder computacional para validar transações.

Apesar do entusiasmo, o setor continua a ser marcado pela volatilidade e por riscos regulatórios, razão pela qual a União Europeia aprovou em 2023 o regulamento MiCA, que passará a vigorar em 2025. Esta legislação estabelece regras claras para emissores e prestadores de serviços relacionados com criptoativos, trazendo maior segurança aos investidores.

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