Imagens de satélite mostram esforço do Irão para escoar petróleo antes de possíveis sanções

Num momento em que os EUA avaliam a possibilidade de se juntar a Israel nos bombardeamentos ao Irão, imagens de satélite mostram que Teerão está a acelerar o envio de petróleo para o exterior, numa tentativa de garantir receitas antes que o comércio seja interrompido.

Executive Digest

Num momento em que os EUA avaliam a possibilidade de se juntar a Israel nos bombardeamentos ao Irão, imagens de satélite mostram que Teerão está a acelerar o envio de petróleo para o exterior, numa tentativa de garantir receitas antes que o comércio seja interrompido.

Apesar do aumento nas exportações, os tanques de armazenamento na Ilha de Kharg — principal terminal de petróleo do Irão — estão próximos do limite da capacidade. As imagens captadas por satélite a 11 de junho mostravam reservatórios apenas parcialmente cheios, mas uma semana depois, a 18 de junho, os mesmos tanques já apareciam sem sombras internas, sinal de que estavam completamente cheios, revela a ‘Bloomberg’.



“Vemos claramente um aumento nos stocks de petróleo bruto na ilha”, confirmou Samir Madani, cofundador da plataforma TankerTrackers.com, especializada no rastreio do comércio de petróleo, incluindo operações clandestinas do Irão.

Segundo Samir Madani, o Irão exportou, em média, 2,33 milhões de barris por dia entre 13 e 18 de junho — um aumento de 44% face à média diária desde o início do ano até 14 de junho. Este esforço logístico revela a intenção de Teerão de escoar o máximo de petróleo possível, mesmo sob ameaça de ataques e instabilidade crescente.

Apesar da escalada, o país está a dar prioridade à segurança. As embarcações estão a manter-se afastadas do terminal de Kharg até ao último momento, atracando apenas para carregamento rápido e abandonando a área imediatamente após o processo.

Imagens de satélite comparativas entre 7 e 17 de junho mostram uma mudança clara: antes dos ataques, mais de 15 petroleiros estavam ancorados na zona de Kharg; dias depois, os navios tinham desaparecido da área, dispersando-se pelo Golfo Pérsico — uma estratégia já utilizada pelo Irão em episódios anteriores de tensão.

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