Chega consegue ‘vitória’ na AR: Pacheco de Amorim eleito vice-presidente

Depois de semanas de tensão e acusações entre partidos, o Chega alcançou finalmente um dos seus principais objectivos para esta legislatura: a eleição de Diogo Pacheco de Amorim como vice-presidente da Assembleia da República.

Pedro Gonçalves
Junho 17, 2025
13:43

Depois de semanas de tensão e acusações entre partidos, o Chega alcançou finalmente um dos seus principais objectivos para esta legislatura: a eleição de Diogo Pacheco de Amorim como vice-presidente da Assembleia da República. O desfecho desta votação, realizada esta terça-feira, pôs termo ao impasse que marcou o arranque dos trabalhos parlamentares e que motivou críticas e acusações de boicote por parte do partido liderado por André Ventura.

Na sequência da primeira tentativa falhada, em 3 de junho, em que os nomes propostos pelo Chega não obtiveram a maioria absoluta necessária, o partido voltou a apresentar os mesmos candidatos: Diogo Pacheco de Amorim para vice-presidente e Filipe Melo para vice-secretário da Mesa. Nessa primeira votação, Pacheco de Amorim somou 115 votos a favor e 115 votos em branco, enquanto Filipe Melo obteve 113 votos favoráveis e 117 em branco, o que inviabilizou a eleição de ambos.



Desta vez, com uma nova correlação de forças e após intensas negociações de bastidores, Pacheco de Amorim conseguiu reunir os votos necessários para ocupar o lugar de vice-presidente, que estava em aberto desde o início da legislatura. A votação decorreu por escrutínio secreto, através de voto em urna, e os resultados foram anunciados em plenário, no arranque do debate do programa do Governo.

O Chega tinha deixado claro que não abdicaria de apresentar novamente os mesmos nomes. Uma fonte da direcção nacional do partido confirmou à agência Lusa que essa era a orientação definida: «Vamos manter a proposta de Diogo Pacheco de Amorim e Filipe Melo porque entendemos que são os nomes que melhor representam o Chega na Mesa da Assembleia», adiantou essa fonte antes da votação.

Recorde-se que na última tentativa, André Ventura acusou PSD e PS de protagonizarem uma «traição» ao segundo partido mais votado nas legislativas de março, denunciando o que classificou como uma «tentativa de cordão sanitário» ao Chega. «Não podemos aceitar que se tente excluir, pelas portas travessas, um partido que foi escolhido por mais de um milhão de portugueses», afirmou Ventura na altura.

Apesar da vitória com a eleição de Pacheco de Amorim, o Chega não conseguiu ainda garantir a eleição de Filipe Melo para vice-secretário da Mesa. À semelhança do que aconteceu na primeira votação, Filipe Melo não obteve os votos suficientes, mantendo-se assim o lugar em aberto, pelo menos até nova tentativa.

O único membro do Chega na Mesa que já tinha sido reconduzido sem sobressaltos foi Gabriel Mithá Ribeiro, eleito secretário da Mesa com 131 votos favoráveis, 99 votos em branco e nenhum nulo.

Diogo Pacheco de Amorim, Gabriel Mithá Ribeiro e Filipe Melo já desempenharam funções na Mesa da Assembleia da República durante a legislatura anterior. A escolha destes nomes representa, segundo o partido, uma aposta na continuidade e na experiência parlamentar.

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