O chefe do Partido Popular Europeu e ex-presidente do Conselho da Europa, Donald Tusk, considera existir um “comportamento nacionalista” dos estados membros da União Europeia (UE) na luta contra o coronavírus e vem agora pedir uma maior cooperação .
“Precisamos diferenciar entre os factos e a propaganda anti-União Europeia. Há alguns anos atrás, foram os Estados-membros que decidiram deixar as questões relacionadas à saúde sob a competência dos governos nacionais “, disse Tusk, em entrevista ao Gazeta Wyborcza.
Segundo Donald Tusk, em isolamento em Bruxelas, não se trata de uma fraqueza na UE ou falta de recursos, mas sim de “relutância dos países membros em levar a cabo uma estratégia, procedimentos e padrões comuns”, já que “as soluções estatais de cada país não funcionará a longo prazo, uma vez que o vírus é cosmopolita ”.
“Precisamos de uma UE como nunca antes, mais unida, dotada de mais instrumentos e poder”, insistiu, defendendo a salvaguarda dos valores democráticos num momento em que “uma crise está no horizonte social ”.
Essa crise “corre o risco de atingir a própria essência do Ocidente, a liberdade e a independência do indivíduo, mas também os valores da UE: solidariedade, abertura, tolerância e livre mercado”. Tusk frisou ainda que a próxima reunião do Conselho Europeu terá que decidir sobre o rumo das finanças da UE durante o período da pandemia.
“A Europa estará preparada para grandes compromissos, mas estes exigem harmonia total e abandono do pensamento nacionalista”, rematou.




