São vários os milionários dispostos a fazer donativos para ajudar a ultrapassar a crise motivada pela pandemia de Covid-19, que está a afectar hospitais, restaurantes, bares, cinemas, teatros, salas de concerto, estádios e casinos. Muitos deles foram obrigados a fechar portas e milhões de pessoas encontram-se em quarentena, pelo mundo fora, de acordo com o site ‘The Atlantic’.
Em Portugal, segundo dados provisórios, a situação de quarentena pode levar a perdas para a economia que superam os 4 mil milhões de euros por mês, o equivalente a quase um quarto do valor acrescentado mensal da economia portuguesa.
Neste sentido, o fundador da Alibaba, Jack Ma, anunciou a doação de 14,5 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros) para apoiar os esforços que os médicos estão a realizar na prevenção do vírus.
Através do Twitter, Jack Ma fez um apelo aos seus seguidores para que partilhassem um manual de tratamento e protocolos de saúde para os profissionais de saúde sobre o novo coronavírus, criado a partir de uma parceria entre a Fundação Jack Ma e a Fundação Alibaba com os médicos que estão na linha da frente no combate ao Covid-19 na China.
Friends,
Continue a ler após a publicidadeHospitals in outbreak countries will face huge challenges coping with the surge of patients. The clinical practitioners on the front lines of China’s fight against COVID-19 have developed a handbook of treatment and care protocols for healthcare providers. (1/2) pic.twitter.com/TUCyvah7Su
— Jack Ma (@JackMa) March 18, 2020
Também o fundador da Amazon, Jeff Bezos, não ficou indiferente aos efeitos económicos da pandemia e anunciou a contratação de 100 mil trabalhadores para armazéns e entrega de produtos nos Estados Unidos devido ao pico de encomendas. «Reconhecemos que em tempos como este, as grandes empresas podem realmente ajudar», disse um porta-voz da Amazon citado pelo ‘The Atlantic’.
Michael Bloomberg, fundador da empresa com o mesmo nome, também quis ajudar, através de duas iniciativas: convocar altos responsáveis e especialistas na área de saúde de várias cidades pelo mundo para reuniões virtuais sobre o vírus e realizar um projeto de 40 milhões de dólares para combater a pandemia em países menos desenvolvidos, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com o antigo director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, Tom Frieden.
«Este não é um problema de dinheiro», explicou Frieden sobre a falta de equipamentos como ventiladores ou de materiais como máscaras, luvas e desinfectantes. «É um problema operacional e administrativo, e é uma função do governo. Há sectores privados que estão a criar iniciativas que podem ajudar mas é realmente sobre o governo fazer o que apenas o governo pode fazer».
Também Bill Gates, fundador da Microsoft, não ficou indiferente e doou dinheiro para os esforços de detecção, isolamento e tratamento do Covid-19, para além de oferecer assistência técnica a agências governamentais que estão a trabalhar numa vacina.
«A fundação [Bill e Melinda Gates] não tem por hábito financiar directamente compras de equipamento médico”, disse um porta-voz da fundação à revista norte-americana. No entanto, explicou, durante emergências de saúde globais “o nosso objectivo é providenciar financiamento rápido e flexível para agências governamentais, organizações e outros que estão na linha da frente».





