Um tipo de “Plano Draghi para Portugal”

Opinião de Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group

Executive Digest

Por Ricardo Florêncio

Portugal precisa com alguma urgência de um estilo “Plano Draghi para Portugal”. Em 2004, foi encomendado e apresentado o estudo “Porter”, que constituiu um marco importante na reflexão estratégica sobre a competitividade da economia portuguesa. E o estudo rapidamente identificou diversas fragilidades estruturais, como a baixa produtividade, pouco investimento na inovação, e pouca diversificação, entre outras. Apresentou-se um relatório com diversas acções e. passados 20 anos, poder-se-á dizer que temos uma economia mais competitiva, com maior inovação, diversificação, com mais mercado. Mas, e infelizmente, persistem diversos problemas identificados há 20 anos. Continuamos com taxas de crescimento muito baixas, com pouca criação de riqueza e estamos constantemente a adiar investimentos que são cruciais para o nosso desenvolvimento, Portugal tem caraterísticas e capacidades, para crescer mais, e mais depressa, e criar maior valor acrescentado.



Portugal necessita de um Plano, de um Projeto, estruturante, como uma estratégia baseada em investimento público e privado, apontando claramente quais as áreas e sectores onde devemos investir, onde nos podemos diferenciar, e ter vantagens competitivas. É assim necessário elaborar um “Plano Draghi” para Portugal. Mas na verdade, só valerá a pena levar a cabo este projecto, se houver efectivamente vontade para depois levar avante e concretizar o que venha a ser as suas conclusões.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 230 de Maio de 2025

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