Vírus arrisca complicar reembolsos de IRS

Cinco mil funcionários da Autoridade Tributária encontram-se em casa, em teletrabalho, a preparar uma campanha de entrega de declarações a trabalhar em casa, devido à pandemia  da Covid-19. O prazo começa a contar no próximo dia 1 de Abril.

Revista de Imprensa

Ao que o “Correio da Manhã” (CM) apurou, cinco mil funcionários da Autoridade Tributária (AT) encontram-se em casa, em teletrabalho, a preparar uma campanha de entrega de declarações a trabalhar em casa, devido à pandemia  da Covid-19. O prazo começa a contar no próximo dia 1 de Abril.

O desafio deste ano prende-se com a capacidade tecnológica do Fisco de fazer face a uma corrida dos contribuintes que entregam as declarações nos primeiros dias, na esperança de receberem o reembolso o mais rapidamente possível.



De acordo com o “CM”, o tempo médio dos reembolsos em 2018 foi de 12 dias e, no ano passado, desceu para 11 dias e não há capacidade tecnológica para fazer mais depressa. Este ano, os responsáveis da Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais não se querem comprometer com prazos e apelam a que os contribuintes entreguem faseadamente as declarações, de modo a poderem ser processadas e liquidadas atempadamente, sabendo que metade dos funcionários está em casa e que a rede informática se encontra sobrecarregada. Ainda assim, não se esperam constrangimentos de maior.

Quanto aos contribuintes que, em vez de reembolso, tenham imposto a pagar, o Governo está a estudar a possibilidade de um pagamento a prestações. «A nossa preocupação foi resolver a questão das obrigações fiscais que terminavam neste primeiro trimestre. Isso foi conseguido, o pagamento do IRS apenas se coloca a partir de dia 31 de Agosto, nessa altura veremos o que é necessário fazer», refere ao “CM” um responsável governamental.

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