Um terço das empresas vai investir mais de 22 milhões de euros em IA em 2025

Quase um terço (31%) das empresas a nível global prevê investir mais de 25 milhões de dólares (22 milhões de euros) em Inteligência Artificial (IA) no próximo ano, com 6% a apontar para montantes superiores a 100 milhões.

André Manuel Mendes

Quase um terço (31%) das empresas a nível global prevê investir mais de 25 milhões de dólares (22 milhões de euros) em Inteligência Artificial (IA) no próximo ano, com 6% a apontar para montantes superiores a 100 milhões.

A conclusão é do estudo “BCG AI Radar: From Potential to Profit: Closing the AI Impact Gap”, da Boston Consulting Group (BCG), que destaca a crescente aposta nesta tecnologia para transformar processos centrais e ganhar vantagem competitiva.

Apesar do entusiasmo, apenas 25% dos executivos afirma que a IA gerou, até agora, valor real para as suas organizações. No entanto, 75% considera a tecnologia uma das três principais prioridades estratégicas.

O estudo identifica também os principais riscos associados à adoção de IA: 66% dos executivos aponta preocupações com privacidade e segurança de dados, 48% receia a falta de controlo sobre decisões automatizadas e 44% destaca as dificuldades de conformidade regulatória. A cibersegurança permanece no topo das preocupações, com 76% dos inquiridos a reconhecerem falhas nas atuais medidas de proteção ligadas à IA.

A maioria das empresas ainda se encontra numa fase inicial de adoção da tecnologia. Mesmo assim, 67% dos executivos admite estar a considerar a utilização de agentes autónomos — sistemas de IA capazes de atuar com mínima intervenção humana. Quanto ao impacto no emprego, 68% acredita que irá manter a atual força de trabalho, focando-se antes em aumentar a produtividade e capacitar os colaboradores. No entanto, menos de um terço das empresas formou pelo menos 25% da equipa para usar eficazmente esta tecnologia.

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Sobre o futuro do mercado laboral, 17% dos líderes empresariais espera que a IA crie novas funções, 8% prevê um aumento da força de trabalho, e apenas 7% antecipa uma redução de postos de trabalho.

Segundo a BCG, as empresas que já estão a capitalizar a IA dedicam mais de 80% dos seus investimentos à reformulação de funções essenciais e à criação de novas ofertas. Estas organizações obtêm um retorno sobre o investimento (ROI) 2,1 vezes superior ao das concorrentes, que tendem a aplicar os fundos em iniciativas pontuais com foco na produtividade a curto prazo.

As líderes também são mais seletivas e eficazes: priorizam, em média, 3,5 projetos estratégicos de IA, em comparação com os 6,1 das restantes empresas — o que lhes permite escalar soluções com mais rapidez e precisão. Em contraste, 60% das organizações ainda não monitoriza qualquer indicador financeiro associado à criação de valor com IA.

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