Calamidade pública em Ovar. Entradas e saídas do município proibidas, salvo exceções

Decreto pressupõe controlo de entrada e saída de pessoas e quarentena obrigatória. Já são 30 casos confirmados, apenas em Ovar.

Sónia Bexiga

O ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, pronunciou-se este final da tarde para explicar a decisão do Governo e ministério da Saúde em declarar a Calamidade Pública em Ovar.

Decorrente desta declaração, no município de Ovar passa a existir uma cerca sanitária, o que se traduz num estado de quarentena obrigatória em todo o município, salvo exceções, e essas são as dos profissionais de saúde e dos residentes que queriam regressar a este município. Bem como forças de segurança e restantes forças de proteção.

Estão também interditas todas as atividades comercias e industriais, exceto as que são relativas ao setor alimentar. Neste âmbito, todos os restaurantes serão encerrados, bem como oficinas e outros serviços. Contudo, as padarias, supermercados, farmácias, bancos e postos de combustíveis.

O ministro deixou um apelo a todos os residentes em Ovar que “compreendam que esta é uma batalha de todos, que exige uma grande compreensão dada a absoluta restrição das suas atividades”, até ao próximo dia 2 de abril.

As medidas serão aplicadas de imediato.

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A ministra da Saúde, Marta Temido deu conta que esta decisão, em termos de saúde, se baseou no registo de 30 casos só em Ovar, sendo que também existem 440 contactos identificados em monitorização depois da investigação epidemológica.

Importa reter que 50% casos da ARS CENTRO estão nesta Região entendendo, por isso, o ministério que está uma medida “prudente” dado que existe um “o risco de transmissão generalizado”.

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