Uma startup polaca de robótica revelou aquele que descreve como o “humanoide anatomicamente mais completo já criado”. Chama-se Protoclone e é um robô com 1.000 fibras artificiais que simulam músculos humanos, uma estrutura com 206 ossos e mais de 500 sensores, que promete redefinir os limites da engenharia robótica.
O anúncio foi feito pela empresa Clone, que publicou nas redes sociais imagens e vídeos impressionantes do seu robô em ação. A máquina, ainda sem rosto, apresenta movimentos extremamente realistas, graças aos mais de 200 graus de liberdade e à reprodução meticulosa do sistema músculo-esquelético humano.
O Protoclone tem gerado tanto fascínio quanto inquietação. A sua primeira aparição pública, numa publicação na plataforma X (antigo Twitter), mostrava o robô suspenso no ar e a movimentar-se de forma inquietante — o suficiente para levar muitos utilizadores a fazerem comparações com cenários distópicos da ficção científica.
Protoclone, the world's first bipedal, musculoskeletal android. pic.twitter.com/oIV1yaMSyE
— Clone (@clonerobotics) February 19, 2025
Apesar disso, o robô foi desenhado para desempenhar tarefas domésticas, com um leque de “habilidades pré-instaladas” que se assemelham às de um mordomo ou assistente pessoal. A versão comercial, batizada Clone Alpha, está disponível para pré-reserva no site da empresa, com uma produção limitada a apenas 279 unidades.
Uma das funcionalidades mais inovadoras é a chamada “plataforma de treino de telecinesia”, que permitirá aos utilizadores ensinar novas tarefas ao robô, personalizando o seu comportamento.
No entanto, muitos especialistas e utilizadores veem na tecnologia da Clone um potencial que vai muito além da robótica de consumo. Há uma crescente mobilização online para que a empresa adapte o seu sistema músculo-esquelético à criação de próteses humanas altamente funcionais.










