Comissão Europeia propõe restrição temporária das entradas na UE durante 30 dias

O prazo pode ser prolongado «se necessário», informou a líder do executivo comunitário.

Ana Rita Rebelo

Numa mensagem partilhada no Twitter, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, pediu aos Estados membros para introduzirem uma restrição temporária das viagens não essenciais para o território da União Europeia (UE), por um período de 30 dias. Von der Leyen garantiu, no entanto, que este prazo pode ser prolongado «se necessário».

«Acabo de informar os nossos parceiros do G7 que propus aos nossos chefes de Estado e de governo que introduzem restrições temporárias nas viagens não essenciais para a União Europeia por um período de 30 dias», adiantou a líder da CE, explicando que a medida visa igualmente os quatro países que não pertencem à UE, mas integram o Espaço Schengen.

Na Europa «estamos a ser severamente impactados pelo vírus» e «sabemos que tudo o que reduza interacção social também reduz a velocidade da propagação do vírus. Quanto menos viajarmos, mais facilmente conseguiremos conter o vírus», sustentou.

A líder do executivo comunitário sublinhou também que «pessoal essencial, tal como médicos, enfermeiros, cuidadores, investigadores e especialistas que nos ajudem a resolver a crise do coronavírus devem continuar a poder entrar na União Europeia».

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Ao mesmo tempo, a isenção abrange igualmente os trabalhadores transfronteiriços, assim como os transportadores de mercadorias para o espaço único. «Temos de continuar a assegurar o abastecimento de produtos, incluindo bens essenciais como medicamentos, mas também alimentos e componentes de que as nossas fábricas necessitam», reforçou.

Por outro lado, e para que a cadeia de abastecimento de bens essenciais possa fluir normalmente, propõe que sejam instaladas «vias verdes» de acesso privilegiado ao transporte de produtos perecíveis e material médico e de emergência nas fronteiras. «É essencial que o sector da mobilidade se mantenha em funcionamento e assegure a continuidade económica», defendeu Ursula von der Leyen.

*Notícia actualizada com mais informação

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