“Entrámos numa fase de crescimento exponencial”, acaba de anunciar a ministra da Saúde, em conferência de imprensa.
“O que queremos transmitir é que entrámos numa fase de crescimento exponencial da epidemia de uma forma alinhada com aquilo que estão a enfrentar outros países europeus”, referiu a ministra da Saúde.
A ministra alerta que a prática do isolamento social “é mesmo para levar a sério”. E apela ao civismo.
“Esperamos que possamos ter reflexo das medidas que estamos a implementar de restrição do contacto social. Para isso é preciso que todos colaborem e que transmitam aos amigos e familiares que estamos num momento de contenção”, avançou.
Questionada sobre quando Portugal vai atingir o pico da epidemia a ministra respondeu que “estamos na curva ascendente, não sabemos quanto tempo é que esse movimento ascendente vai durar, mas sabemos uma coisa, esse comportamento da curva depende da adesão de cada um de nós”, salientou.
“As próximas semanas vão ser duras”, afirmou ainda a ministra.
Doentes pouco graves ficam em casa
A ministra esteve reunida com autoridades de saúde para redesenhar os “fluxos de tratamento”: “Estamos a passar de uma fase de tratamento em hospitais de referência em que todos os casos são internados para uma fase em que com o aumento do número de casos será passada para a fase para tratamento em casa”.
Nos próximos dias, “a entrada pela linha SNS24 e o contacto com o estabelecimento de saúde passa a ter um encaminhamento ou para casa, se os sintomas forem pouco graves, ou para hospitais, se forem mais graves”.
Além disso, além dos hospitais de referência e de segunda linha, “vamos passar para uma fase em que todos os hospitais têm de receber doentes”.
A ministra sublinha ainda que o atendimento vai ser alterado nos hospitais: os casos (que não são de Covid-19) menos urgentes serão adiados. “Precisamos de que as estruturas concentrem as respostas no atendimento à Covid-19. Vamos ter de garantir um esforço durante algum tempo”.
As receitas para os doentes crónicos também serão alargadas para as pessoas não precisarem de ir tantas vezes ao médico.
169 casos confirmados
A ministra da Saúde anunciou ainda que o número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo novo coronavírus se mantém nos 169.
“Temos neste momento 169 casos confirmados no nosso país, maioritariamente concentrados na administração central regional de saúde do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo”, acrescentou.
Segundo o boletim epidemiológico, divulgado pela DGS, há agora 1704 casos suspeitos e 126 aguardam resultado laboratorial.
O número de cadeias de transmissão ativas mantém-se nas 11 (o mesmo de ontem), sendo que nesta altura existem 5011 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde (um número inferior ao de ontem).
A região Norte continua a ter o maior número de casos confirmados (77), a Grande Lisboa tem agora 73, sendo que a região Centro já confirmou 8 casos da doença, o Algarve 7 casos e no estrangeiro o número de casos é agora de 4 portugueses infetados.
Dos casos confirmados, 39 deles são importados de Espanha (12), França (7), Itália (13), Suíça (5), Alemanha/Áustria (1) e Bélgica (1).
Apenas 114 pessoas estão internadas em unidades hospitalares, segundo o boletim, 10 delas em unidades de cuidados intensivos.










