A Casa Branca admitiu esta segunda-feira que pode implementar uma pausa de 90 dias na aplicação das tarifas: em entrevista à ‘CNBC’, o presidente do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, indicou a possibilidade, salientando que a exceção pode aplicar-se a todos os países menos à China, o grande alvo do presidente Donald Trump.
Em declarações na ‘Fox News’, o responsável americano afirmou que o presidente republicano iria ouvir os parceiros comerciais dos EUA à procura “de grandes acordos”, mas sabendo que “está a duplicar a aposta em algo que ele sabe que funciona”.
Recorde-se que esta segunda-feira a Comissão Europeia propôs tarifas zero para bens industriais nas trocas comerciais entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, na sequência das medidas americanas, e está a ouvir as empresas para adotar contra-medidas comunitárias.
O anúncio foi feito pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa declaração à imprensa em Bruxelas após uma reunião com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, na qual, segundo revelou, foram abordados os efeitos dos novos direitos aduaneiros norte-americanos, que terão “custos enormes” para a UE e a economia mundial.
“Este é um ponto de viragem importante para os Estados Unidos, mas estamos prontos a negociar e, por isso, propusemos tarifas zero para os bens industriais, como fizemos com sucesso com muitos outros parceiros comerciais, porque a Europa está sempre pronta para um bom acordo – e mantemo-lo em cima da mesa”, revelou a líder da Comissão Europeia na mesma ocasião.
Isto mesmo fez parte das negociações do comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, com as autoridades americanas, iniciadas na sexta-feira após anúncios no dia anterior de novas tarifas norte-americanas de 20% aos produtos importados da UE, que acrescem às de 25% sobre os setores automóvel, aço e alumínio.









