Com esta onda de consumismo descontrolado, alguns países tomaram a decisão de aplicar medidas de racionamento, avança a CNBC. Os retalhistas do Reino Unido, por exemplo, estão a limitar as vendas de produtos para a higiene das mãos, enquanto os compradores australianos já estão a sentir restrições quanto à quantidade de papel higiénico que podem comprar.
Mas se as autoridades de cada país têm em curso campanhas massivas de esclarecimento, que deveriam ser suficientes para impedir esta corrida às compras, porque continuam os consumidores a agir assim (em pânico)?
Para explicar este comportamento, a CNBC consultou um grupo de psicólogos e para Paul Marsden, da Universidade das Artes de Londres, a resposta mais imediata a esta questão pode ser encontrada na psicologia da “terapia de retalho” – onde compramos para gerir o nosso estado emocional.
“Trata-se de ‘retomar o controlo’ num mundo onde a pessoa se sente fora de controlo”, explica o especialista, acrescentando que “em geral, a compra de pânico pode ser entendida como uma resposta às nossas três necessidades fundamentais de psicologia: autonomia, ou necessidade de controlo, relacionamento e competência (alcançada quando a compra dá às pessoas a sensação de que são “compradores inteligentes”).
Por outro lado, segundo Sander van der Linden, professor na Universidade de Cambridge, existem fatores específicos para este cenário do coronavírus. “Nos EUA, as pessoas estão a receber mensagens contraditórias das autoridades de saúde e do governo Trump. Quando uma organização diz que é urgente e outra diz que está sob controlo, isso só faz com que as pessoas se preocupem ainda mais”, afirma o especialista, acrescentando que, desta forma, estamos perante um fenómeno de “contágio do medo”












