Depois de ouvir líderes partidários, o primeiro-ministro António Costa fecha esta noite uma série de medidas para fazer face à pandemia do novo coronavírus. Além do encerramento das escolas a partir de segunda-feira, o governante tem uma série de propostas em cima da mesa: restrições de circulação, reforço de meios e apoio a empresas e trabalhadores na calha. Mas todo o plano tem de ser aprovado em Conselho de Ministros, agendado para breve, avança o “Expresso”.
O jornal adianta que haverá apoios fiscais às empresas (possível diferimento no pagamento de impostos por um ou dois meses), aberturas de linhas de crédito (também com apoios europeus que serão apresentados na sexta-feira), apoio aos trabalhadores que se virem impossibilitados de trabalhar e limitações à circulação.
Ao que o “Expresso” apurou, as empresas não serão obrigadas a pagar IRC no prazo previsto por lei e o Pagamento Especial por Conta também será diferido. Terão também apoios financeiros para fazer face à quebra da procura e os trabalhadores até três salários mínimos terão parte do salário assegurado pelo Estado, enquanto estiverem em casa. Os trabalhadores por recibos verdes também serão apoiados.
Já os pais de crianças até aos 12 anos que se virem obrigados a ficar em casa graças ao encerramento das escolas terão também apoio do Estado.
O “Expresso” diz ainda que podem ser criadas restrições para acesso a serviços públicos, que poderão levar, por exemplo, à formação de filas em espaços exteriores e não nos espaços de espera interiores. Em relação aos jovens, o jornal diz que é muito provável que o Governo venha a restringir ou até mesmo proibir as viagens de finalistas marcadas para este período das férias da Páscoa.
Na área da Saúde, serão reforçados os recursos humanos, os equipamentos de protecção e a linha SNS24, adianta, acrescentando que pode estar em cima da mesa a requisição dos privados e maior autonomia em contratações e compras rápidas de equipamentos.








