A União Europeia (UE) vai oferecer dois mil euros a cada migrante para que regresse a casa, uma estratégia que visa aliviar a pressão sentida nos campos de refugiados na Grécia, onde as pessoas vivem em condições «totalmente inaceitáveis», de acordo com o ‘The Guardian’.
A quantia é cinco vezes superior à soma habitual oferecida aos migrantes para que possam reconstruir as suas vidas no seu país de origem, no âmbito de programas voluntários executados pela Organização Internacional das Nações Unidas para as Migrações (OIM, na sigla em inglês).
A oferta mantém-se disponível durante um mês, uma vez que a comissão europeia teme que mais refugiados sejam atraídos para a Europa. A medida não se aplica a refugiados que não tenham casa para onde regressar, mas visa incentivar aqueles que procuram por melhores condições de vida, deixando as ilhas gregas e regressando ao seu país de origem.
A comissária de assuntos internos da UE, Ylva Johansson, referiu que a oferta constitui «uma janela de oportunidade para um público-alvo», acrescentando que a OIM vai administrar tudo em conjunto com a agência de fronteira da UE, ‘Frontex’.
«Os refugiados não regressam, claro, eles não podem regressar. Mas os migrantes económicos que saibam que não vão receber uma decisão positiva de asilo, podem estar interessados em fazê-lo», afirma Johansson citada pelo ‘The Guardian’.
A Comissão Europeia estima que cinco mil pessoas aceitem a oferta, embora reconheça que faltam estatísticas exactas que indiquem quantas pessoas nas ilhas gregas correspondem a «migrantes económicos», em vez de refugiados.
Desde 2016, cerca de 18 mil pessoas optaram por regressar a casa da Grécia, no âmbito de um programa de regressos voluntários financiado pela UE e administrado pela OIM. Apenas cerca de um quinto dessas pessoas (quase quatro mil) estava nas ilhas gregas.
O dinheiro extra surge de uma ajuda de emergência prestada à Grécia, no valor de 700 milhões de euros, vinda do orçamento da UE prometido pela comissão europeia no início deste mês, depois da Turquia ter anunciado a «abertura dos portões», enviando migrantes para a Europa.





