A IBM considera que a Airbnb utiliza, sem licença, quatro das suas patentes e está decidida a levar o caso a tribunal. Segundo adianta o Financial Times, trata-se apenas do exemplo mais recente – mas não o único – de empresas com negócios online envolvidas em processos devido a suspeitas de roubo tecnológico.
Ir a tribunal poderá atrasar os planos da Airbnb relativamente à entrada em bolsa. A plataforma dedicada ao arrendamento de curta duração tencionava lançar uma Oferta Pública Inicial (IPO) ainda este ano, mas o processo combinado com potenciais quebras na sequência do COVID-19 poderão fazer com que mude de ideias.
“Após quase seis anos de negociações sem sucesso com a Airbnb para chegar a um acordo de licença justo e razoável, não tivemos outra alternativa senão proceder a uma acção legal para proteger os nossos direitos de propriedade intelectual”, indica a IBM. Em causa estão patentes relacionadas com áreas como publicidade e navegação.
Segundo a IBM, citada pela mesma publicação, a Airbnb construiu o seu negócio com base em ferramentas que assentam em tecnologias que não são suas. “A Airbnb tem escolhido ignorar as nossas patentes e usar a nossa tecnologia sem compensação”, acrescenta a IBM.
A Airbnb, por seu turno, desvaloriza as acusações. Diz que o caso não tem qualquer mérito e que aguarda por um resultado que demonstre isso mesmo.
Uma das patentes visadas no caso também fez parte de outros processos, nomeadamente contra a Groupon e o Twitter. Em 2018, a IBM acusou o site de descontos de utilizar as suas inovações sem consentimento, sendo que a Groupon aceitou pagar 57 milhões de dólares (cerca de 50 milhões de euros).
Quanto ao Twitter, o caso remonta a 2013 e também a rede social do passarinho azul decidiu chegar a acordo e pagar 36 milhões de dólares (32 milhões de euros).





