«Encerramento das escolas é uma possibilidade ainda em avaliação», diz Costa

O Conselho de Ministros vai reunir-se novamente esta noite, às 20 horas, para decidir medidas a tomar relativamente ao novo Covid-19.

Simone Silva

O Conselho de Ministros vai reunir-se novamente esta noite, às 20 horas, para decidir medidas a tomar relativamente ao novo Covid-19, que já infectou 78 pessoas em Portugal.

António Costa confirmou aos jornalistas em S. Bento, a suspensão do Conselho de Ministros até às 20 horas desta quinta-feira, para que o governo possa decidir em conjunto com os líderes dos partidos, que medidas serão tomadas para fazer frente ao surto de coronavírus em Portugal.

«É essencial que o país sinta que os políticos estão convergentes para responder às necessidade de tratamento daqueles que estão ou possam vir a estar infectados”, referiu o primeiro-ministro.

Costa refere ainda que o encerramento das escolas é uma possibilidade ainda em avaliação e que pretende ouvir primeiro os decisores políticos antes de tomar qualquer decisão.

“Quero ouvi-los sobre esta matéria”, sublinhou, lembrando que “qualquer decisão não é ausente de consequência”.

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“Esta noite iremos anunciar devidamente as medidas. Sendo uma matéria que tem tão grande impacto na vida das famílias e sobre a qual todos nós temos oportunidade de acrescentar informação, é útil e necessário que todos os partidos sejam ouvidos”, disse, em declarações aos jornalistas.

O primeiro ministro revelou ainda que a decisão só será pública depois de ser comunicada às autoridades politicas e de saúde, deixando um alerta à população portuguesa.

«É preciso estarmos cientes que o encerramento de todas as escolas não está isento de problemas. Estamos a falar de uma situação que não tem um fim previsível. Temos de ter em conta que não estamos a decidir sobre o que acontece amanhã ou na próxima semana, isto tem de ser devidamente ponderado», afirma António Costa.

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António Costa defendeu também que toda a comunidade enviada para casa em quarentena, como medida preventiva, deve ter em consideração a importância do isolamento social, quer seja na escola ou no trabalho.

«Aproveito para dizer que várias entidades já decidiram elas próprias encerrar as suas actividades. O que fundamentará essa decisão é o risco de favorecer a propagação do vírus. O apelo que eu faria é que todas as pessoas que estudam ou trabalham em sítios que por motivos diversos têm de ser encerrados, devem ter um esforço acrescido: todos devemos procurar evitar estas situações de convívio. Que ninguém pense que não é pelo facto de não estar na sala de aula que o risco de contaminação é menor», refere.

 

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