O advogado de defesa de Zeinal Bava, José António Barreiros, garantiu esta quarta-feira, durante mais uma sessão do debate instrutório da «Operação Marquês», que o ex-presidente executivo da Portugal Telecom (PT) continua disponível para devolver os 6,7 milhões de euros que recebeu do alegado saco azul do Grupo Espírito Santo, a ES Entreprise, segundo o “Correio da Manhã” (CM).
Depois de Bava ter devolvido já 18,5 milhões de euros à massa insolvente da Espírito Santo International, com juros, a defesa do antigo presidente executivo da PT afirmou que os 6,7 milhões que faltam estão à guarda deste processo pelo Ministério Público. «Seja no Luxemburgo ou em Portugal, quem quer que seja o credor, nunca esteve em causa a devolução», salientou.
Segundo o “CM”, o advogado de Bava sustentou ainda que as três transferências feitas pelo grupo de Ricardo Salgado era um empréstimo para o gestor se tornar accionista da PT e negou qualquer actuação concertado entre Bava, Henrique granadeiro, José Sócrates e Ricardo Salgado. Frisou ainda que ele nada teve a ver com a decisão da PT de aplicar de cerca de 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte.
Garantiu que o ex-gestor nada teve a ver com a chegada de novos acionistas à PT durante o período da oferta pública de aquisição, como a Ongoing ou Joe Berardo, e frisou que a própria CMVM nunca considerou que estes acionistas fossem parte relacionada com o BES.
Bava é acusado pelo Ministério Público de ter recebido 25,2 milhões de euros do alegado saco azul do GES, para beneficiar interesses de Ricardo Salgado, da prática de cinco crimes envolvendo corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada.














