Graça Freitas tem duas netas de quarentena e critica a escola por ter fechado sem decisão da DGS

A directora-geral de Saúde, Graça Freitas, criticou esta quarta-feira, na conferência de imprensa, a decisão da escola frequentada pelas suas netas de três anos, que decidiu encerrar portas por ter uma aluna doente sem se articular com a própria Direção-Geral de Saúde.

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A directora-geral de Saúde, Graça Freitas, criticou esta quarta-feira, na conferência de imprensa, a decisão da escola frequentada pelas suas netas de três anos, que decidiu encerrar portas por ter uma aluna doente sem se articular com a própria Direção-Geral de Saúde (DGS).

As gémeas, netas de Graça Freitas, estão de quarentena em casa com a mãe, que é médica, e que não pode estar a trabalhar para tomar conta das filhas.

«Temos de ter muita sensibilidade nestas coisas. Vou-vos dizer: tenho duas netas num estabelecimento de ensino enorme. São pequeninas, têm três anos. Houve um caso de uma jovem, creio que de 17 anos, doente nesse estabelecimento de ensino, que tomou a decisão de encerrar. As minhas netas, que nunca viram ninguém de 17 anos lá desse estabelecimento de ensino, estão em quarentena em casa, com uma mãe médica, que está em casa para ficar com as duas gémeas», disse.

Graça Freitas prosseguiu: «Nós devemos ter sempre muito cuidado com as medidas que tomamos. Devemos tomá-las sempre com a autoridade de saúde, adaptadas ao risco, porque isto depois tem consequências sociais grandes. Se de facto há um estabelecimento de ensino em que as diferentes idades estão compartimentadas, podia ter sido encerrada apenas uma parte, mas sempre com apoio das autoridades de saúde e por determinação das autoridades de saúde».

«Estas medidas tomadas avulso podem não se justificar, só geram desconforto social, ansiedade nas pessoas, depois uma escola determina de uma maneira, outra toma de outra, não é concertado, não faz sentido, os pais preocupam-se. Temos de ter o bom senso de perceber que além da epidemia que estamos a viver não podemos ter uma epidemia ainda maior causada pelo pânico», apontou ainda.

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