A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) manifestou “a sua estupefação pelo calculismo político-partidário ontem observado na Assembleia da República”, apelando à aceleração do processo de eleições antecipadas.
Depois de ter apelado, a seu tempo, às lideranças de todos os partidos com assento parlamentar para encontrar uma solução que evitasse a necessidade de novas eleições, a CIP lamenta a “incapacidade” dos 230 deputados em alcançar um acordo razoável, mesmo sabendo que a grande maioria dos portugueses e agentes económicos não desejava este cenário.
Em comunicado, a CIP destaca o momento delicado pelo qual Portugal está a passar, alertando para as várias adversidades internacionais, como conflitos armados, guerras comerciais e políticas protecionistas, e sublinha que a atual situação política no país contribui para um cenário de incerteza acrescida.
A confederação sublinha que Eetamos a viver um momento em que Portugal conseguia mostrar sinais de recuperação económica: “A nossa economia cresce acima dos valores da UE (União Europeia), o consumo é o mais alto no período pós-pandemia, o excedente orçamental é uma realidade, a dívida pública tem vindo a decrescer e o desemprego permanece estável”.
Recordam ainda que o Acordo Tripartido sobre a Valorização Salarial e o Crescimento Económico foi assinado recentemente, prevendo um aumento salarial de 20% durante os quatro anos da legislatura, e apela à responsabilidade e sensatez por parte das lideranças políticas. A confederação acredita que o país necessita de estabilidade política para dar continuidade ao seu processo de afirmação económica.
“Chegados a este ponto, a inevitabilidade de eleições legislativas antecipadas, a CIP exorta os poderes instituídos à rápida condução do processo de forma a reduzir ao máximo quaisquer constrangimentos que dificultem o desenvolvimento do país num contexto de normalidade democrática”, sublinham.














