Afinal, não foi a Ucrânia: ataque a ‘X’ de Elon Musk terá sido realizado por grupo de hackers pró-Palestina

heck Point Research (CPR) – área de pesquisa e investigação da Check Point Software – revelou que o The Dark Storm Team, um grupo pró-Palestina especializado em ataques DDoS (Distributed Denial of Service) reapareceu após um período de inatividade, na sequência da desativação do seu canal no Telegram

Francisco Laranjeira
Março 11, 2025
11:17

A rede social ‘X’ foi notícia após ter sofrido várias interrupções que afetaram utilizadores em todo o mundo. Elon Musk, proprietário da gigante tecnológica, atribuiu estas disrupções a um “ataque cibernético massivo”, sugerindo o envolvimento de um “grupo coordenado ou de um país”, devido aos significativos recursos utilizados. O multimilionário não perdeu tempo a apontar o dedo à Ucrânia, em entrevista à ‘Fox News’.

No entanto, a Check Point Research (CPR) – área de pesquisa e investigação da Check Point Software – revelou que o The Dark Storm Team, um grupo pró-Palestina especializado em ataques DDoS (Distributed Denial of Service) reapareceu após um período de inatividade, na sequência da desativação do seu canal no Telegram.



Os principais alvos deste grupo são entidades ocidentais, incluindo organizações nos Estados Unidos, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos e Israel. No último mês, lançaram ataques bem-sucedidos contra infraestruturas críticas, incluindo aeroportos (como o LAX nos EUA), o Porto de Haifa em Israel e o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos.

“O The Dark Storm Team reivindicou o ataque ao ‘X’, em linha com o seu objetivo mais amplo de desestabilizar plataformas digitais e infraestruturas proeminentes. Este evento destaca a necessidade essencial de protocolos robustos de cibersegurança para plataformas de redes sociais, que desempenham um papel crucial na comunicação global. Em fevereiro, as organizações nos EUA enfrentaram, em média, 1.323 ataques cibernéticos por semana, com o setor de Media & Entretenimento a ser o quarto mais visado”, referiu a CPR.

“O ressurgimento do Dark Storm Team destaca a crescente ameaça cibernética contra plataformas online de grande escala e infraestruturas críticas. Para os utilizadores, isto pode significar interrupções de serviço, tempos de inatividade e acesso limitado a websites e aplicações essenciais. Enquanto as empresas trabalham para mitigar estes ataques, os utilizadores podem enfrentar atrasos, erros ou falhas nas plataformas afetadas”, indicou.

Os ataques cibernéticos estão no seu pico, conforme revelou o relatório de Segurança de 2025 da Check Point: em Portugal, as organizações registaram em média nos últimos 6 meses, 2.082 ataques cibernéticos por semana, com o setor de Educação a ser o mais afetado e o setor de Media & Entretenimento, em conjunto com o das comunicações, a ser o segundo mais atacado.

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