Onde é que os portugueses andam à procura de casa? À porta das grandes cidades e onde é mais barato

A localização continua a ser um dos principais fatores na escolha de uma casa para comprar, além do preço. As famílias portuguesas demonstram uma clara preferência por viver nos municípios da periferia de Lisboa, onde os preços das habitações são mais acessíveis em comparação com a capital, sem abdicar do acesso a emprego, serviços de saúde, educação e atividades culturais e de lazer.

André Manuel Mendes

A localização continua a ser um dos principais fatores na escolha de uma casa para comprar, além do preço. As famílias portuguesas demonstram uma clara preferência por viver nos municípios da periferia de Lisboa, onde os preços das habitações são mais acessíveis em comparação com a capital, sem abdicar do acesso a emprego, serviços de saúde, educação e atividades culturais e de lazer.

De acordo com os dados do idealista/data referentes ao último trimestre de 2024, entre os 50 municípios mais procurados para compra de casa em Portugal (com oferta superior a 500 imóveis), 20 situam-se na Grande Lisboa. Os concelhos da Amadora, Odivelas, Oeiras, Vila Franca de Xira e Loures lideram a lista. Lisboa surge apenas na oitava posição.



No distrito do Porto, Valongo é o concelho mais procurado (12.ª posição), seguido por Paredes, Maia, Gondomar, Matosinhos e Vila do Conde. À medida que se desce no ranking, verificam-se localizações mais diversificadas, abrangendo distritos como Aveiro, Braga, Faro, Leiria, Madeira, Santarém e São Miguel (Açores). Curiosamente, Porto, Faro e Funchal não figuram entre os mais procurados para compra de casa.

A tendência de procura por habitação nos concelhos periféricos de Lisboa, Porto e Faro intensificou-se em 2024, impulsionada pelos preços mais acessíveis. Contudo, mesmo nestas regiões, os valores continuam a aumentar. Entre os 20 municípios da Grande Lisboa presentes no ranking, 11 registam preços medianos superiores a 300 mil euros.

Nos 10 concelhos mais procurados, os valores variam entre os 199.707 euros na Moita (Setúbal) e os 701.174 euros em Oeiras. Analisando os 50 municípios mais procurados, conclui-se que 35 apresentam preços medianos superiores a 300 mil euros, sendo que seis ultrapassam os 500 mil euros. Cascais lidera como o mais caro, com um preço mediano acima de um milhão de euros, seguido por Oeiras e Lisboa.

Paradoxalmente, alguns dos municípios mais caros estão entre os menos procurados. Albufeira (48.ª posição na procura) tem um custo mediano de 584 mil euros, enquanto Óbidos (41.ª) regista um preço de 565 mil euros.

Em contrapartida, os municípios com preços mais baixos encontram-se mais dispersos geograficamente. Castelo Branco é o concelho mais barato do top 50, com um custo mediano de 148 mil euros, seguido pela Moita, onde os preços também ficam abaixo dos 200 mil euros.

 

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