Quase metade dos infectados (45%) com Covid-19 em Itália, apresentam «sintomas mínimos ou inexistentes», de acordo com novos números divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde (na sigla em italiano ISS) do país, citados pelo ‘Independent’.
Os dados revelam que uma em cada dez pessoas infectadas com a doença não apresenta qualquer sintoma e que 22% das infecções foram detectadas em pessoas com idades compreendidas entres os 19 e aos 50 anos.
O presidente do ISS, Silvio Brusaferro, alertou os jovens italianos para que respeitem todas as recomendações oficiais de saúde.
Já Muge Cevik, médica especialista em virologia e investigação da Universidade de St. Andrews, referiu, através do Twitter, que quase metade das pessoas infectadas apresenta «sintomas mínimos ou inexistentes», acrescentando que os dados servem para relembrar que o coronavírus «não é uma doença de idosos».
This is a reminder that #COVID19 is not a disease of the elderly. All age groups contribute. Especially those who feel well with minimal symptoms are more likely to contribute to the spread infection, and sadly, worst outcomes are observed in the elderly population. #Solidarity
Continue a ler após a publicidade— Muge Cevik (@mugecevik) March 10, 2020
«Todas as faixas etárias contribuem. Especialmente (as pessoas) que se sentem bem com sintomas mínimos, têm maior probabilidade de contribuir para a propagação da infecção», afirma Cevik citado pelo ‘Independent’.
Os infectados em Itália não param de aumentar, registando já mais de nove mil pessoas contagiadas pela epidemia, um número que faz do país o segundo com mais casos no mundo inteiro e aquele com a situação mais preocupante da Europa.
O primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou numa conferência de imprensa, na segunda-feira, que todo o país vai ficar sujeito a quarentena, a partir de terça-feira, na tentativa de combater a propagação da doença.










