Paridade de género no setor tecnológico: O que falta para chegar lá?

A presença feminina no setor tecnológico continua a ser um desafio global. De acordo com um relatório da HP, as mulheres têm tendência a candidatar-se apenas quando preenchem 100% dos requisitos de uma vaga, enquanto os homens o fazem com apenas 60%.

André Manuel Mendes

A presença feminina no setor tecnológico continua a ser um desafio global. De acordo com um relatório da HP, as mulheres têm tendência a candidatar-se apenas quando preenchem 100% dos requisitos de uma vaga, enquanto os homens o fazem com apenas 60%.

Além disso, um estudo da McKinsey revela que menos de um terço (29%) dos cargos de liderança tecnológica são ocupados por mulheres. A falta de representação e de referências femininas influencia a baixa adesão de mulheres a carreiras na tecnologia.



Para reverter este cenário e promover maior diversidade no setor, a tb.lx, empresa tecnológica portuguesa subsidiária da Daimler Truck, defende a implementação de estratégias eficazes para aumentar a participação feminina. Entre as principais iniciativas destacam-se:

  1. Programas de mentoria e liderança feminina
    Criar programas de mentoria permite que mulheres em início de carreira recebam orientação de profissionais experientes, promovendo progressão e retenção de talento. Exemplos como a C-Level Mentorship Academy e a comunidade Geek Girls Portugal têm demonstrado o impacto positivo deste tipo de iniciativas.
  2. Iniciativas de educação e formação
    Parcerias com escolas e universidades ajudam a desmistificar preconceitos sobre a presença feminina nas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Projetos como a Portuguese Women in Tech têm sido essenciais para capacitar mulheres e criar oportunidades de ingresso no setor.
  3. Participação em eventos para mulheres
    Eventos direcionados para mulheres na tecnologia são fundamentais para fomentar a representação, criar redes de apoio e incentivar mais mulheres a ingressarem na área.
  4. Revisão de processos de recrutamento
    Usar uma linguagem neutra e inclusiva nos processos de seleção aumenta as candidaturas femininas. Além disso, equipas de recrutamento diversas ajudam a mitigar vieses inconscientes, promovendo avaliações mais justas.
  5. Flexibilidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal
    Políticas como trabalho remoto, horários flexíveis e apoio à parentalidade são essenciais para reter talento feminino, permitindo um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.
  6. Políticas de diversidade e inclusão
    Empresas que adotam estratégias de diversidade e inclusão, desde o recrutamento até à progressão na carreira, tornam-se mais competitivas e inovadoras. A implementação de formações sobre preconceitos de género e avaliações de desempenho justas são medidas que ajudam a promover um ambiente de trabalho mais equitativo.

 

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