Mulheres ficam de fora das multinacionais: correspondem a 16% dos administradores

Considerando as 500 maiores multinacionais do mundo, a OCDE revela que as mulheres correspondem a apenas 16% dos membros das administrações.

Executive Digest

Considerando as 500 maiores multinacionais do mundo, a OCDE revela que as mulheres correspondem a apenas 16% dos membros das administrações. Numa análise por sector, verifica-se que Tecnologia é o que tem menos mulheres: apenas 12%. Energia e Serviços de Telecomunicações também aparecem nos últimos lugares do ranking.

Por outro lado, companhias especializadas em bens de consumo “não cíclicos” (área alimentar, por exemplo) são as que apresentam uma maior percentagem de membros femininos nas respectivas administrações: 19%. Ainda assim, mesmo nesta indústria, as mulheres representam menos de um quinto do nível administrativo. O segundo lugar do top cabe ao sector financeiro e o terceiro ao da saúde.

No total, somente perto de uma em cada 20 organizações presentes na lista das 500 maiores multinacionais conta com representação feminina acima dos 30%. A OCDE sublinha que as mulheres continuam sub-representadas no papel de administradoras, ainda que se verifiquem alguns sinais de melhoria.

A idade é também uma questão de peso: 24% das mulheres administradoras nasceram na década de 1970-79, número quatro vezes superior ao da década de 1940-49 (6%). No entanto, a OCDE nota, com surpresa, que não existe uma relação directa entre a maturidade da empresa e o número de mulheres: embora pudesse fazer sentido que empresas mais jovens tivessem menos discrepâncias de género, não é isso que verifica. Em empresas nascidas entre 2010-19, a percentagem de mulheres nas administrações ronda os 14%; naquelas fundadas entre 1990-99, chega perto dos 17%.

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