Mais de 6,7 milhões de pessoas ocupam cargos de gestão nos 27 Estados-Membros da União Europeia, dos quais 4,3 milhões são homens, ou seja 63%, e 2,5 milhões são mulheres, uma percentagem de 37%, de acordo com dados oficiais publicados nesta sexta-feira pelo Eurostat, no âmbito das comemorações do dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março.
Para além disso, as mulheres representam pouco mais de um quarto dos membros do conselho das empresas de capital aberto da UE, cerca de 28% e menos de um quinto dos executivos seniores, cerca de 18%. Dados que demonstram que apesar de ocuparem alguns cargos de destaque, as mulheres continuam sub-representadas em cargos de topo.
Portugal faz parte dos países da União Europeia com uma maior percentagem de mulheres em cargos de gestão, com 40%, sendo superior à média da UE. Já no que respeita a membros do conselho, a percentagem é mais baixa, 25% das mulheres, diminuindo ainda mais em cargos executivos sénior, que apresentam uma percentagem de mulheres de 15%, ambas inferiores à media da UE.

A juntar-se a Portugal nas maiores percentagens de mulheres em cargos de gestão, encontram-se a Letónia, registando a maior taxa de 53%, sendo assim o único Estado-Membro onde as mulheres estão em maioria. Também a Bulgária, com 49%, a Polónia, com 48% e a Estónia com 46%, registam percentagens elevadas. No lado inverso, as mulheres com menos representatividade em cargos de gestão encontram-se no Chipre, com 19%, seguido pelo Luxemburgo, com 23%, pela Dinamarca, com 27% e pela Itália, com 28%.
Relativamente a membros do conselho feminino, os países com maior percentagem são França, com 45%, seguida pela Suécia, com 38% e pela Bélgica, Alemanha e Itália, ambas com 36%. As menores percentagens encontram-se na Estónia e no Chipre, ambos com 9%, em Malta e na Grécia, ambos com 10% e Lituânia, com 12%.
Por último, no que diz respeito a mulheres em cargos de executivo sénior, as maiores percentagens correspondem à Roménia, com 34%, à Estónia, com 33%, à Lituânia, com 30% e à Letónia, com 29%. As menores fazem parte do Luxemburgo, com 6%, seguido pela Áustria, com 8%, República Checa, com 11% e Croácia e Itália, ambas com 12%.






