Super-ricos na mira do Fisco aumentam 34%

Disparou 34,3% o número de pessoas e empresas na mira da Unidade de Grandes Contribuintes em 2019.

Revista de Imprensa

Disparou 34,3% o número de pessoas e empresas na mira da Unidade de Grandes Contribuintes em 2019, devendo-se, em grande parte, à troca automática de informação com outros países. A notícia é avançada pelo “Jornal de Negócios”, que cita dados do Ministério das Finanças.

O jornal indica que esta unidade especial do Fisco acompanhou, em 2019, 4.523 grandes contribuintes contra os 3.367 seguidos no ano anterior.

A Unidade de Grandes Contribuintes acompanha pessoas singulares com um rendimento acima dos 750 mil euros ou património acima dos cinco milhões, assim como aquelas que declarem rendimentos inferiores, mas apresentem manifestações de fortuna coincidentes com esses limiares, e outras com uma «relação jurídica ou económica» com estes «super-ricos», como cônjuges ou unidos de facto, por exemplo.

Dados do Ministério das Finanças, ainda provisórios, revelam que acompanhados 1.617 destes «super-ricos» no ano passado, mais do dobro de 2018.

Numa audição no Parlamento em Dezembro, o secretário de Estados dos Assuntos fiscais, António Mendonça Mendes, já havia justificado este aumento com «a troca de informação automática, como as informações, por exemplo, do reporte de saldos bancários, e o cadastro individual de contribuintes de elevada capacidade».

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Do mesmo modo, o número de pessoas colectivas seguidas aumentou em 2019. A Unidade de Grandes Contribuintes acompanhou 2.906 empresas, mais 11,4% do que em 2018.

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