Grécia bloqueia entrada de 35 mil refugiados e vai devolvê-los ao país de origem

A situação com os refugiados na Grécia tem piorado desde que Ancara decidiu abrir as suas fronteiras para que os refugiados pudessem atravessar a Europa.

Simone Silva

A Grécia recusou a entrada de quase 35 mil refugiados que tentavam atravessar o seu território ilegalmente, preparando-se também para os enviar de volta ao seu país de origem, na sequência da Turquia ter aberto a sua fronteira há quase uma semana, segundo declarações de fontes do governo nesta quinta-feira, citadas pela Reuters.

De acordo com Notis Mitarachi, ministro da Imigração da Grécia, todos aqueles que entraram ilegalmente no país a partir de dia 1 de Março, vão ser transferidos para Serres, no Norte da Grécia e posteriormente transportados para o país de origem.

«O nosso objectivo é devolvê-los aos seus países (de origem)», afirma o ministro citado pela Agência de Notícias de Atenas.

Mitarachi acrescentou ainda que todos aqueles que tenham entrado na Grécia antes de dia 1 de Janeiro de 2019 e que se encontram a residir nas ilhas gregas actualmente, vão ser também transferidos para o continente, no decorrer dos próximos dias.

A Reuters revela que o ambiente vivido nesta quinta-feira, na fronteira de Kastanies, entre Grécia e Turquia, encontra-se tranquilo. Os refugiados vindos do Afeganistão, Paquistão, Síria e outros países da região, continuam nas suas tendas, em campos improvisados.

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Ancara acusou as forças gregas de matarem quatro refugiados, uma acusação desmentida pelo país, que responde dizendo que as forças turcas estão a ajudar os refugiados a atravessar a fronteira.

O ministro do Interior da Turquia, Suleyman Soylu, visitou a província de Edirne, na fronteira com a Grécia, na quinta-feira e anunciou o envio de mil autoridades policiais especiais para a área, para “impedir” as forças daquele país de “repelir” os migrantes que tentam passá-lo.

Soylu, revelou ainda que a Turquia se prepara para apresentar o caso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, denunciando o tratamento dado pela Grécia aos refugiados. Isto porque o país turco acusou as autoridades gregas de ferir 164 pessoas e forçarem o regresso à Turquia de outras cinco mil.

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