Autoridades de saúde americanas alertam que a gripe aviária está a espalhar-se sem ser detetada para humanos

Esses casos foram detetados em testes de anticorpos de 150 veterinários a trabalhar em 46 estados americanos em setembro último, que revelaram que a gripe aviária está a ocorrer além das zonas conhecidas da infeção

Francisco Laranjeira

Um relatório do CDC (Centro de Controlo e Doenças) dos Estados Unidos apontou que a gripe aviária está a espalhar-se sem ser detetada para os humanos: de acordo com o último Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade, houve três casos de gripe aviária H5N1 altamente patogénica em veterinários americanos que trabalham com gado, sendo que dois dois casos não tinham uma fonte clara de exposição.

Nenhum dos veterinários apresentou sintomas semelhantes aos da gripe, e a transmissão entre humanos ainda não foi detetada, mas os investigadores estão preocupados que essa capacidade possa estar a apenas algumas mutações genéticas de distância.

No entanto, esses casos foram detetados em testes de anticorpos de 150 veterinários a trabalhar em 46 estados americanos em setembro último, que revelaram que a gripe aviária está a ocorrer além das zonas conhecidas da infeção – um dos veterinários trabalha com gado na Geórgia e na Carolina do Sul, mas nenhum dos estados relatou casos positivos nos rebanhos leiteiros.

“É claro que há infeções que estão a acontecer e que não estamos a detetar”, apontou a virologista Seema Lakdawala, da Universidade Emory (EUA), ao ‘New York Times’.

“Se os casos estiverem a ocorrer com mais frequência do que o detetado em humanos, corremos o risco de perder pequenas mudanças que permitem que o vírus comece a espalhar-se muito mais facilmente em humanos”, frisou a investigadora de doenças infecciosas da Universidade de Nebraska, Lauren Sauer.

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O primeiro caso de H5N1 humano no Nevada foi relatado na semana passada, elevando o total de casos nos EUA para 68. No mesmo estado, foi ainda detetada uma nova variante do H5N1 em vacas (o D1.1), mais adequado para se multiplicar dentro de células de mamíferos.

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