BCE pode cortar mais as taxas de juro do que seria esperado. Analistas esperam níveis abaixo de 2% até 2026

Os analistas da Zona Euro estão a ajustar as suas previsões, apontando que o Banco Central Europeu (BCE) deverá retomar os cortes nas taxas de juros após uma pausa, com uma possível redução para níveis abaixo de 2% até 2026.

Executive Digest

Os analistas da Zona Euro estão a ajustar as suas previsões, apontando que o Banco Central Europeu (BCE) deverá retomar os cortes nas taxas de juros após uma pausa, com uma possível redução para níveis abaixo de 2% até 2026.

De acordo com uma pesquisa mensal da Bloomberg com economistas, espera-se que o BCE reduza a sua taxa de depósito em 25 pontos-base nas três próximas reuniões, partindo do nível atual de 2,75%.

Contudo, uma pequena maioria dos analistas agora prevê que será implementada uma nova redução em março de 2026, além dos cortes esperados. A taxa de depósito, que havia mostrado uma tendência de estabilização, pode agora cair mais do que o anteriormente previsto.

Apesar do aumento da confiança dos formuladores de políticas sobre a meta de inflação de 2%, a incerteza em torno das ameaças de Donald Trump, e as suas políticas de tarifas, estão a impactar as perspectivas económicas da Zona Euro. Além disso, as economias fracas de França e Alemanha continuam a prejudicar o desenvolvimento da região, gerando desafios adicionais para a recuperação económica.

Entre os debates atuais no BCE está a questão de até onde as taxas podem ser reduzidas, especialmente com cinco ajustes já realizados desde junho do ano passado. A grande questão é se as autoridades conseguirão manter as taxas no nível neutro, que não interfere nem no crescimento nem na contração económica.

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A pesquisa também apontou uma redução nas previsões de crescimento para a Zona Euro. Os economistas projetam agora uma expansão de 0,9% para a região este ano, abaixo da previsão anterior de 1%. A queda na projeção reflete uma visão mais pessimista para as economias da Alemanha, França e Itália, embora Espanha esteja a apresentar um crescimento mais forte do que o inicialmente esperado.

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