Trump e Putin acordam iniciar “de imediato” negociações sobre fim da guerra na Ucrânia

O presidente dos EUA tem vindo a manifestar publicamente o desejo de contactar Putin, argumentando que, caso estivesse na Casa Branca desde o início da guerra, a invasão russa “nunca teria acontecido”.

Pedro Zagacho Gonçalves

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve na manhã de quarta-feira uma conversa telefónica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, naquele que foi o primeiro contacto direto entre os dois líderes desde que Trump assumiu funções no mês passado. A chamada ocorre num momento de tensão global e um dia depois da Rússia libertar um cidadão norte-americano que estava detido no país, um gesto que poderá ter contribuído para o diálogo entre Washington e Moscovo.

De acordo com fontes da administração norte-americana citadas pela CNN, a conversa insere-se nos esforços de Trump para dar início a um processo de negociação para pôr fim ao conflito na Ucrânia, que se aproxima do seu quarto ano. O presidente dos EUA tem vindo a manifestar publicamente o desejo de contactar Putin, argumentando que, caso estivesse na Casa Branca desde o início da guerra, a invasão russa “nunca teria acontecido”.

Na rede social Truth Social, Trump divulgou um excerto da conversa, onde indicou que os dois líderes discutiram a situação na Ucrânia, o Médio Oriente, a energia, a inteligência artificial, o poder do dólar e vários outros assuntos.

Num tom de cooperação, Trump afirmou que ambos concordaram em “trabalhar juntos, muito de perto, incluindo visitando os países um do outro”. Além disso, anunciou que os respetivos governos dariam início imediato a negociações, um processo que começaria com um contacto direto ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para informá-lo sobre os termos da conversa com Putin.

A iniciativa de Donald Trump contrasta com a abordagem do seu antecessor, Joe Biden, que não falava com Putin há quase três anos. O atual presidente norte-americano tem defendido uma política de isolamento do Kremlin, impondo sanções económicas e apoiando militarmente Kiev.

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Trump, por outro lado, tem reiterado que bastaria um único telefonema seu para resolver o conflito e garantir um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia. A sua estratégia assenta numa diplomacia direta, procurando posicionar-se como um líder capaz de negociar a paz através do diálogo com Putin.

(Em atualização)

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