O Hamas acusou Israel de violar o acordo de cessar-fogo de três semanas 269 vezes: de acordo com a revista ‘Newsweek’, o relatório foi partilhado por um líder sénior do grupo terrorista islâmico, que apontou que as operações israelitas, desde que o acordo foi implementado, resultaram em 26 mortes, 59 feridos, 105 violações aéreas, 36 violações de tiros, 29 incursões terrestres, nove casos de bombardeamentos e a detenção de cinco palestinianos.
O Hamas, no entanto, viria a fornecer, numa declaração separada, um número ainda maior de 92 palestinos mortos e 822 feridos desde que o acordo de cessar-fogo começou. O grupo palestiniano acusou ainda Telavive de ter atrasado em seis horas a terceira libertação de prisioneiros palestinianos em troca dos reféns mantidos pelo Hamas, considerando que os havia “deportado à força” para Gaza “sem coordenação e confirmação dos seus desejos” – Israel também restringiu familiares, incluindo aqueles da Cisjordânia, de visitar os detidos libertados e atrasou o fornecimento de uma lista de 400 prisioneiros palestinianos.
O grupo terrorista islâmico acusou ainda Israel de fornecer menos de metade do combustível acordado para Gaza e cerca de um quarto das tendas delineadas no acordo de cessar-fogo. Por último, Israel falhou em permitir a entrada de outras formas de abastecimentos e assistência necessárias.
Entre as “violações políticas” listadas no relatório estavam “declarações políticas contínuas do primeiro-ministro israelita e ministros a pedirem abertamente a expulsão da população de Gaza, enviando uma mensagem clara de que a ocupação não deseja honrar o acordo e visa implementar o plano de Trump de deslocar os moradores de Gaza”.
Após a libertação de três reféns israelitas em troca de 183 prisioneiros palestinianos ter marcado a quinta troca em linha com o acordo, o porta-voz da ala militar das Brigadas Al-Qassam do Hamas, Abu Obeida, anunciou que a próxima entrega programada para este sábado “será adiada até novo aviso” devido a supostas violações israelitas. A notícia provocou uma forte reação de Trump, que alertou que “o inferno vai explodir” se todos os reféns restantes não forem libertados até sábado, ao meio-dia.
Netanyahu também ameaçou romper o acordo se esse prazo fosse ultrapassado sem a libertação de mais reféns, alertando que “as IDF retomarão os combates intensos até que o Hamas seja finalmente derrotado”.







