Os militares portugueses estão a receber treino em ações de ciberguerra, revelou esta segunda-feira o ‘Diário de Notícias’ o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA): um consórcio de um empresa americana e duas portuguesas venceu o concurso público de 7,5 milhões de euros para formar os militares portugueses. “Após o processo de seleção de candidatos provenientes do EMGFA e dos três Ramos, teve início, no dia 16 de dezembro de 2024, o primeiro Curso ‘Cyber Defender’. Este curso está a decorrer, provisoriamente, nas instalações da Cyber Academia and Innovation Hub, localizadas na Academia Militar”, indicou o porta-voz.
O Estado-Maior-General não revelou o nome das empresas para “salvaguardar o interesse essencial de segurança da informação”, embora o nome não seja segredo no meio militar – o treino em ciberguerra vai ser providenciado pela empresa americana, com sede na Virgínia (EUA) e cujo CEO tem origem portuguesa, assim como serviço militar na Força Aérea americana, na área das informações, sendo que na rede profissional ‘LinkedIn’ é possível ver-se a vasta experiência de consultoria e treino de entidades governamentais como a CIA, NSA e várias no setor da inteligência.
Em 2023, a empresa americana, na altura do lançamento do concurso, estabeleceu parceria com uma congénere portuguesa, com vasto histórico de contratos na área de cibersegurança com o Estado. Por último, a terceira empresa envolvida no consórcio é uma grande operadora de telecomunicações com contratos com o Estado – a nível central e local – no valor de mais de 360 milhões de euros.
Este é o primeiro passo para a criação da primeira Escola de Ciberdefesa em Portugal, prevista desde 2022, com a qual as Forças Armadas devem ter capacidade para “ações defensivas e ofensivas que serão suportadas pelo relevante enquadramento jurídico e político”.
Esta formação é a primeira fase da criação da primeira Escola de Ciberdefesa em Portugal, prevista desde 2022 na Estratégia Nacional de Ciberdefesa, segundo a qual as Forças Armadas devem ter capacidade para ações “defensivas e ofensivas que serão suportadas pelo relevante enquadramento jurídico e político”. “Este projeto reforça o compromisso das Forças Armadas em contribuir para o fortalecimento da capacidade de ciberdefesa nacional, alinhando-se com os mais elevados padrões de formação e inovação tecnológica”, sublinhou o porta-voz do EMGFA.









