Faz hoje 80 anos que arrancou uma das mais polémicas ações militares dos aliados durante a II Guerra Mundial: as forças aéreas britânicas e americanas lançaram cerca de 4 mil bombas sobre a cidade de Dresden (Alemanha), gerando tempestades de fogo e matando cerca de 25 mil pessoas.
A tempestade de fogo criada pelo bombardeamento matou quase 25 mil pessoas, destruindo o centro da cidade, sugando o oxigénio do ar e sufocando aqueles que tentavam escapar das chamas.
Dresden não foi a única: bombardeamentos dos Aliados mataram dezenas de milhares de pessoas e destruíram áreas enormes em Colónia, Hamburgo e Berlim, além das bombas atómicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
O bombardeio de Dresden tornou-se uma das ações mais controversas dos Aliados no conflito. Alguns questionaram a importância militar de Dresden e mesmo o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, questionou o ataque. “Parece-me que chega o momento de repensarmos quando o bombardeamento de cidades alemãs serve apenas para aumentar o terror, para além de outros pretextos”, escreveu. “A destruição de Dresden permanece uma grave questão contra os bombardeamentos dos Aliados.”
Dresden era a capital do Estado da Saxónia: antes da ação dos Aliados, era conhecida também como a Florença do Elba ou a Joia da Coroa, pelo seu clima e sua arquitetura.
Os aviões aliados carregaram um misto de bombas altamente explosivas e incendiárias: as explosivas derrubariam os prédios, e as incendiárias acabariam com os destroços, levando a uma destruição completa.
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