Operação Lex. Ministério Público pondera constituir mais juízes arguidos

A Operação Lex pode envolver mais magistrados depois de o ex-presidente do Tribunal da Relação, Luís Vaz das Neves, também já ter sido constituído arguido.

Revista de Imprensa

A Operação Lex pode envolver mais magistrados depois de o ex-presidente do Tribunal da Relação, Luís Vaz das Neves, também já ter sido constituído arguido, revela o “Público”.

De acordo com o jornal, o actual presidente da Relação, Orlando Nascimento, e um juiz de uma secção criminal que interveio num dos casos cuja distribuição terá sido viciada estão entre os visados.  Ambos foram já ouvidos pelos procuradores Maria José Morgado e Vítor Pinto, no final de Janeiro último. Neste momento são apenas testemunhas na Operação Lex, mas o avolumar de indícios que apontam para o envolvimento de ambos neste caso está a fazer o Ministério Público ponderar se os deve constituir como arguidos, como fez relativamente a Vaz das Neves, interrogado no Supremo a 31 de Janeiro.

O “Correio da Manhã” adianta que Orlando Nascimento está a ser investigado num processo autónomo, acrescentando que os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa vão pedir ao seu presidente para se demitir, caso não seja afastado do cargo pelo Conselho Superior de Magistratura, que se reúne na terça-feira, 3 de Março, para apresentar os resultados da auditoria ao sistema de distribuição de processos aos diversos juízes.

Recorde-se que a Operação Lex trata-se de um caso de tráfico de influências que envolve, para já, três desembargadores da Relação de Lisboa: Rui Rangel, suspeito de influenciar processos a pedido de terceiros, a sua ex-mulher Fátima Galante.

Vaz das Neves, ex-presidente deste tribunal, foi constituído arguido por suspeitas de ter influenciado a forma como um recurso de um processo que opunha Rui Rangel ao Correio da Manhã foi parar às mãos do desembargador Orlando Nascimento, actual presidente da Relação da capital.

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