Na reunião anual de accionistas da gigante tecnológica Apple, que foi realizada hoje no Steve Jobs Theatre em Cupertino, nos Estados Unidos, a maioria dos accionistas ficou do lado do conselho da empresa para chumbar duas propostas polémicas.
Uma relacionada com maiores esforços de sustentabilidade, ligados aos salários dos executivos e a outra que exigia que a empresa informasse regularmente os seus accionistas sobre «se se comprometia publicamente a respeitar a liberdade de expressão como um direito humano».
O conselho da Apple opôs-se, desde logo, a ambas as propostas. Na sua recomendação oficial contra a proposta de sustentabilidade, o conselho alegou que a Apple já faz muito pelo meio ambiente.
«Uma abordagem eficaz à ‘sustentabilidade’, requer mais do que simplesmente vincular a remuneração dos executivos aos objectivos ambientais, sociais e de gestão», refere.
A segunda rejeição foi em resposta a um grupo de accionistas que queria que a Apple, anualmente, informasse sobre as suas políticas relacionadas com a «liberdade de expressão».
«A Apple vende produtos e serviços em países cujos governos limitam a liberdade de expressão», refere a declaração dos accionistas em apoio à proposta, acrescentando que «a empresa trabalhou em parceria com os pedidos feitos pelo governo chinês para restringir a liberdade de expressão e o acesso à informação».
Neste sentido, os accionistas solicitaram uma «descrição anual das acções que a Apple adoptou no ano passado em resposta a pedidos dos governos ou de terceiros, que tenham probabilidade de limitar a liberdade de expressão ou o acesso à informação».
A este respeito, a tecnológica limitou-se a dizer que segue as leis dos países onde opta.






