Em comunicado enviado às redações, Federação Nacional dos Professores (Fenprof) dá conta de que na reunião realizada com o ministro da Educação a 22 de Junho, Tiago Brandão Rodrigues «não demonstrou disponibilidade para negociar matérias que, para os professores, são de grande importância», acrescentando que têm a ver com «direitos que lhes estão a ser sonegados e com condições de trabalho que têm vindo a deteriorar-se».
A Fenprof, liderada por Mário Nogueira, exige a abertura das negociações com a tutela, referindo que irá apresentar propostas «fundamentadas» no Ministério da Educação sobre carreira docente, concursos, horários de trabalho e aposentação na próxima segunda-feira, 2 de Março, pelas 15 horas. «Nos termos da lei, o início de processos negociais não decorre da vontade dos governantes, mas da satisfação do requisito legalmente estabelecido: apresentação, por uma das partes, de proposta fundamentada», atira.
Os professores, recorde-se, defendem a recuperação do tempo de serviço, progressão aos 5.º e 7.º escalões e eliminação das ultrapassagens, bem como a eliminação de procedimentos «que provocam injustiças e estabilização do corpo docente». Exigem também o «fim dos abusos e ilegalidades» nos horários de trabalho e apelam ao rejuvenescimento do corpo docente das escolas.




