Portugal teve em 2018 uma despesa total da administração pública de 43,5% do Produto Interno Bruto (PIB), cabendo a maior fatia à protecção social (17,1%), em linha com a União Europeia (46,7% e 19,2%, respectivamente), revelam dados do Eurostat, publicados esta quinta-feira.
De acordo com o gabinete de estatísticas europeu, na área da protecção social, o apoio à terceira idade foi o sector que registou a maior percentagem de despesa pública em Portugal (26,4%). Ou seja, foi o terceiro Estado-membro que mais gastou nesta área, logo atrás de Itália (27,5%) e Grécia (28,1%).
Por outro lado, o país registou um rácio de 4,5% do PIB de despesa pública na educação, abaixo da média da UE (4,6%).Entre 2001 e 2018, a despesa total da administração pública nesta área em todos os Estados-membros diminuiu de 10,3% para 9,9%, tendência que se tem vindo a verificar desde 2004.
No que toca à educação, as maiores percentagens foram registadas na Suécia (6,9%), Dinamarca (6,4%), bem como na Bélgica e na Alemanha (6,4%) em 2018.

Os cinco Estados-membros da UE que, em 2018, dedicaram um rácio de, pelo menos, 20% do PIB à protecção social foram a Finlândia, França, Dinamarca, Itália e Áustria, enquanto a Irlanda, Malta, Letónia, Roménia, Bulgária e República Checa gastaram cada um 12% do PIB ou menos. Mas não foi sempre assim: em 2001, a mesma área tinha um rácio de 18%. Em 10 anos evoluiu de 17,9% para 19,2%.
Em 2018, a saúde representou 7% da despesa das administrações públicas na UE, seguida dos serviços públicos gerais (6%). Com quotas de pelo menos 8% do PIB nesse período, a Dinamarca (8,3%), a Áustria (8,2%) e a França (8,1%) registaram os maiores rácios do PIB dedicados à saúde entre os Estados-Membros da UE.
Já os rácios mais elevados da despesa pública em relação ao PIB sobre serviços públicos gerais foram observados na Grécia e Hungria (ambos 8,3%), Finlândia (8,0%) e Itália (7,9%).

No sentido inverso, as preocupação com a habitação e equipamentos comunitários registaram apenas uma fatia de 0,6% das despesas.






